A Uber anunciou nessa quarta-feira (2) uma nova rodada de demissões que deve eliminar cerca de 3,3 mil postos de trabalho em todo o mundo. O corte representa aproximadamente 10% da força de trabalho da empresa e será o maior desde o período mais crítico da pandemia de Covid-19.
Segundo a companhia, a reestruturação tem como objetivo reduzir custos, diminuir níveis hierárquicos de gestão e consolidar equipes.
No fim de 2025, a Uber tinha aproximadamente 34 mil funcionários em diferentes países, de acordo com o relatório anual da empresa.
Ações acumulam queda no ano
O anúncio ocorre em um momento de pressão sobre as ações da Uber. Os papéis da companhia acumulam queda de quase 8% em 2026 e apresentam desempenho inferior ao índice S&P 500.
Entre as preocupações dos investidores está o avanço das empresas que desenvolvem serviços de transporte autônomo, especialmente nos Estados Unidos.
A Waymo, empresa de tecnologia de direção autônoma, vem ampliando sua atuação no mercado de corridas sem motorista, aumentando a concorrência em um segmento no qual a Uber mantém forte presença.
Maior corte desde 2020
A nova rodada de demissões será a maior realizada pela Uber desde maio de 2020.
Naquele período, a empresa enfrentava os efeitos das restrições provocadas pela pandemia e a forte redução na demanda por corridas. Aproximadamente 6,7 mil funcionários foram desligados, número que correspondia a quase um quarto da força de trabalho da companhia na época.
Agora, a empresa afirma que a nova reestruturação busca tornar a operação mais eficiente e reduzir a quantidade de níveis de gestão.
O anúncio ocorre em meio às transformações no setor de mobilidade, marcado pelo avanço de tecnologias de direção autônoma e pela disputa entre empresas tradicionais de transporte por aplicativo e novos concorrentes baseados em veículos sem motorista.