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Início Brasil

CRISE NO STF: ministros discutem que Moraes não deve presidir a Corte em 2027

Por Junior Melo
02/set/2026
Em Brasil, STF
Crédito: Luiz Silveira/STF

Crédito: Luiz Silveira/STF

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A retirada do sigilo de documentos de uma investigação da Polícia Federal (PF), determinada pelo ministro André Mendonça, ampliou a pressão política e institucional sobre Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), devido às mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O relatório reúne diálogos entre Vorcaro e diferentes autoridades e detalha contatos mantidos pelo ex-controlador do Banco Master durante o período em que a instituição era alvo de investigações e enfrentava dificuldades.

Segundo informações atribuídas a integrantes do STF, ministros da Corte passaram a discutir os possíveis impactos do caso para a imagem da instituição. Entre as alternativas mencionadas está a possibilidade de Moraes desistir da futura presidência do Supremo, prevista para ocorrer posteriormente.

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Também há relatos de que pelo menos um ministro defende que Moraes renuncie ao cargo, mas essa posição é atribuída a um integrante da Corte e não representa uma decisão ou entendimento oficial do STF.

Relatório analisou celular de Vorcaro

O documento produzido pela Polícia Federal tem centenas de páginas e foi elaborado a partir da análise de um dos aparelhos celulares apreendidos de Daniel Vorcaro.

A investigação reúne mensagens e outros elementos que estão sendo utilizados para apurar as relações do ex-banqueiro com autoridades e pessoas ligadas ao Banco Master. O conteúdo ainda está sob análise e eventuais responsabilidades dependem da conclusão das investigações e das decisões das autoridades competentes.

A divulgação do material também provocou novas cobranças da oposição por medidas contra Alexandre de Moraes. Parlamentares passaram a defender a abertura de processos de impeachment e outras providências, mas não há, até o momento, decisão que determine o afastamento do ministro.

Relatório cita Moraes e Fabio Faria

Entre os nomes mencionados no relatório está o do ex-deputado federal Fabio Faria. De acordo com os dados apresentados, o nome de Faria aparece 39 vezes no documento.

Alexandre de Moraes é citado 36 vezes, sem considerar determinadas reproduções de mensagens e referências ao ministro por apelidos, como “Alex”.

A quantidade de citações, por si só, não indica envolvimento em irregularidades.

PGR também aparece no material

O relatório da PF também menciona o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo as informações divulgadas, o nome “Paulo Gonet” aparece nove vezes no documento, enquanto a referência “PG” aparece outras seis vezes.

Também foram divulgadas informações sobre uma viagem realizada pelo filho de Gonet com despesas relacionadas ao Banco Master. A existência dessa viagem não estabelece, por si só, qualquer irregularidade por parte do procurador-geral.

Possível delação de Vorcaro

Fontes ouvidas pela coluna afirmam que uma eventual colaboração premiada de Daniel Vorcaro estaria mais distante neste momento. Segundo esses relatos, informações reunidas pela PF no aparelho do ex-banqueiro não teriam aparecido nas versões preliminares de propostas de colaboração apresentadas anteriormente.

Até o momento, porém, não há confirmação pública de que Vorcaro tenha firmado acordo de delação premiada com as autoridades.

Pressão no Senado

A repercussão do relatório também aumentou a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tem a prerrogativa de decidir sobre o andamento de pedidos de impeachment contra ministros do STF.

O senador Carlos Viana (PSD-MG) afirmou que Alcolumbre não deveria ignorar os pedidos apresentados contra Moraes e defendeu que o presidente do Senado dê encaminhamento à questão.

As discussões ocorrem enquanto o conteúdo do relatório da PF continua sendo analisado e novas informações sobre o caso podem surgir. Até o momento, as mensagens e referências presentes no documento não equivalem, por si só, a uma conclusão definitiva sobre a prática de crimes ou irregularidades pelos citados.

Com informações de Diário do Poder.

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