Manoel Dias, um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e ex-ministro do Trabalho no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, morreu neste sábado (22), aos 88 anos, em Florianópolis (SC).
Conhecido como “Maneca” entre aliados, ele estava internado para tratar complicações decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido no ano passado.
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, lamentou a morte do dirigente e destacou sua trajetória na construção do partido e na defesa do trabalhismo brasileiro.
Natural de Criciúma e criado no Sul de Santa Catarina, Manoel Dias iniciou sua vida política como líder estudantil e foi eleito vereador de Içara em 1962 pelo antigo PTB.
Com o golpe militar de 1964, teve o mandato cassado e permaneceu preso por 11 meses como perseguido político da ditadura. Anos depois, também foi deputado estadual em Santa Catarina, mas voltou a ser cassado em 1969, durante a vigência do AI-5, ficando dez anos com os direitos políticos suspensos.
Após a anistia, participou diretamente da fundação do PDT ao lado de Leonel Brizola e outras lideranças nacionais, tornando-se uma das principais referências históricas do partido.
