A candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) voltou a ser questionada sobre a decisão de disputar uma vaga por São Paulo, apesar de ter construído praticamente toda a sua trajetória política em Mato Grosso do Sul.
Natural de Três Lagoas (MS), Tebet foi deputada estadual, prefeita da cidade natal, vice-governadora e senadora pelo Estado. Em 2026, porém, transferiu o domicílio eleitoral para São Paulo e registrou oficialmente sua candidatura ao Senado pelo estado paulista.
A escolha tem sido alvo de críticas de adversários. Em julho, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que Tebet e Marina Silva teriam levado “cartão vermelho” de seus estados de origem e questionou a decisão das duas de disputar eleições em São Paulo.
Tebet rebateu a declaração afirmando que vive no estado paulista há dez anos e paga impostos na região. Na ocasião, também fez uma provocação ao governador, que nasceu no Rio de Janeiro: “Sou corintiana, não flamenguista”.
A mudança de domicílio eleitoral voltou a provocar questionamentos nas redes sociais, principalmente sobre os motivos que levaram Tebet a escolher São Paulo em vez de Mato Grosso do Sul, onde construiu sua carreira política.
Do ponto de vista eleitoral, a candidatura em São Paulo é permitida desde que cumpridos os requisitos legais de domicílio eleitoral e demais condições de elegibilidade. A escolha, no entanto, continua sendo um dos pontos de debate em torno da campanha da candidata.
A disputa também coloca em evidência a relação entre trajetória política, domicílio eleitoral e representação estadual, temas que costumam ganhar força durante períodos eleitorais.
