• Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Terra Brasil Notícias
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Conecte-se
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
Terra Brasil Notícias
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Início Brasil

Alerta na economia: número de empresas em recuperação judicial dispara no Brasil

Por Junior Melo
21/ago/2026
Em Brasil, Economia
AJUSTE - Loja fechada da Casas Bahia: a dificuldade financeira levou a rede a cortar quase 300 pontos de venda no país (Fabiano Rocha/Agência O Globo/.)

AJUSTE - Loja fechada da Casas Bahia: a dificuldade financeira levou a rede a cortar quase 300 pontos de venda no país (Fabiano Rocha/Agência O Globo/.)

EnviarEnviarCompartilharCompartilhar

A recuperação judicial tem sido utilizada por um número crescente de empresas brasileiras como mecanismo para reorganizar as finanças, renegociar dívidas e manter as atividades. Nos últimos três anos, a quantidade de companhias nessa situação aumentou 66%, chegando a 6.341 empresas.

Ao mesmo tempo, 9,1 milhões de empresas enfrentam dificuldades para manter os pagamentos em dia. Juntas, elas acumulam cerca de R$ 232 bilhões em dívidas atrasadas.

O cenário atinge diferentes áreas da economia, incluindo comércio, indústria, construção, transportes e agronegócio. Entre os fatores apontados estão os juros elevados, que encarecem o crédito e dificultam a renegociação de empréstimos.

Leia Também

Hugo Motta rejeita pedido de proteção policial a vice de Flávio Bolsonaro durante campanha eleitoral

PF investiga: lobista ligada a Lulinha mandava motorista entregar dinheiro em malas

VOCÊ SABIA? William Bonner, um dos maiores nomes da imprensa, não é formado em Jornalismo

Com o custo do dinheiro em alta, o endividamento também afeta as famílias, reduzindo o consumo. A combinação acaba pressionando o caixa das empresas: com vendas menores, sobra menos dinheiro para quitar compromissos e realizar novos investimentos.

Casas Bahia e Marabraz entram na recuperação judicial

Entre os casos mais recentes estão as redes varejistas Casas Bahia e Lojas Marabraz. As duas empresas recorreram à Justiça para suspender temporariamente o pagamento de dívidas e buscar uma renegociação com os credores, mantendo as operações.

A Casas Bahia possui cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas, enquanto os débitos da Marabraz chegam a R$ 140 milhões.

Antes de anunciar a recuperação judicial ao mercado, a Casas Bahia já havia fechado quase 300 lojas e planejava demitir aproximadamente 3 mil funcionários. Os desligamentos foram suspensos pela Justiça do Trabalho na quarta-feira (19), com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que demissões coletivas devem ser precedidas de negociação com os sindicatos.

No caso da Marabraz, a situação financeira também foi afetada por uma disputa entre herdeiros da família Fares, fundadora da companhia. O conflito teria dificultado o acesso da empresa ao crédito.

Em nota, Nasser Fares, diretor da Marabraz, afirmou que fatores macroeconômicos e as dificuldades enfrentadas pelo varejo tiveram influência relevante sobre a situação da empresa, além dos conflitos familiares.

Varejo concentra grandes casos

O comércio varejista reúne alguns dos principais exemplos da atual onda de dificuldades financeiras. O setor foi fortemente impactado pelo escândalo contábil da Americanas, revelado em 2023, e posteriormente registrou pedidos de recuperação judicial de empresas como Dia, Polishop e Tok&Stok.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA), por sua vez, optou pela recuperação extrajudicial, modelo no qual a empresa negocia diretamente com os credores, sem que o processo seja conduzido pela Justiça.

Entre os casos recentes, a dívida da Casas Bahia é inferior apenas à da Americanas. O GPA aparece na sequência, com R$ 4,5 bilhões em débitos divulgados em março deste ano.

Especialistas também apontam o crescimento do comércio eletrônico como um dos fatores que alteraram o cenário do varejo. Segundo o IBGE, considerando as vendas presenciais e pela internet, o setor cresceu 1,9% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.

Nas lojas físicas da Casas Bahia, porém, houve retração de 2,6%.

Juros elevados aumentam pressão sobre empresas

Apesar das particularidades de cada companhia, o elevado nível de endividamento aparece como um ponto comum entre os casos.

A taxa básica de juros permanece em dois dígitos há mais de quatro anos e está atualmente em 14% ao ano. Nesse cenário, novos empréstimos ficam mais caros e o acesso a linhas de crédito se torna mais restrito.

Fábio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, afirma que o crédito tem importância fundamental para os comerciantes. Segundo ele, a procura por empréstimos vem crescendo em ritmo superior ao das vendas, indicando que parte das empresas estaria recorrendo ao dinheiro para cumprir compromissos financeiros, e não para expandir as operações.

A dificuldade também alcança empresas industriais. Ricardo Gracia, diretor da fabricante de calçados infantis Kidy, afirma que os recursos necessários para manter as contas em dia acabam reduzindo a capacidade de investimento em novos projetos.

Agronegócio também registra aumento das recuperações

No campo, a combinação entre preços das commodities e endividamento também tem elevado a pressão financeira sobre os produtores.

Thiago Rocha, consultor da Associação Brasileira de Produtores de Soja, afirma que a queda nos preços das commodities pode dificultar a situação de produtores endividados, levando à necessidade de renegociação das dívidas.

As recuperações judiciais no agronegócio foram as que mais cresceram nos últimos 12 meses. O setor também apresenta a maior proporção de empresas em recuperação judicial.

Considerando os produtores pessoas jurídicas e excluindo pessoas físicas e microempresas, 26 a cada 1.000 negócios do agronegócio estão passando por processos de reestruturação. A proporção supera em mais de três vezes a registrada pela indústria, segunda colocada nesse indicador.

A alta dos juros também afeta empresas que fornecem equipamentos para o setor. Giuliano Santos, presidente da Forbal, fabricante gaúcha de peças para tratores e colheitadeiras, afirma que o custo do financiamento tem levado compradores a adiar investimentos.

Inadimplência das famílias reduz consumo

Os efeitos da crise financeira empresarial também chegam aos consumidores. Com maior comprometimento da renda com dívidas, as famílias reduzem as compras, o que afeta diretamente o faturamento das empresas.

Segundo a Serasa Experian, aproximadamente 84 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em julho. O número corresponde a cerca de metade da população adulta do país e representa um recorde histórico.

Outro fator citado é o crescimento das apostas on-line. A atividade passou a consumir parte do orçamento de famílias e também aparece em discussões realizadas pela Casas Bahia com investidores.

A Confederação Nacional do Comércio estima que, entre janeiro de 2023 e março de 2026, o varejo tenha deixado de faturar R$ 143 bilhões em razão dos recursos direcionados às apostas esportivas.

Alexandre Wiggers, presidente da fabricante catarinense Condor, afirma que a empresa tem observado uma sequência de meses de queda no consumo em seu principal canal de vendas.

Medidas do governo enfrentam limitações

O enfraquecimento do poder de compra ocorre paralelamente às medidas adotadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para estimular a economia e o consumo, entre elas a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o programa Gás do Povo.

Segundo Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, o elevado endividamento, a inadimplência e o custo do crédito reduzem a eficácia desses estímulos em comparação com períodos de condições financeiras mais favoráveis.

O governo também retomou o programa Desenrola, criado para facilitar a renegociação de dívidas e permitir que consumidores voltem ao mercado.

Para especialistas citados na análise, entretanto, medidas de estímulo ao consumo enfrentam limitações diante do atual nível de endividamento e das condições de crédito.

O cenário fiscal também aparece entre os fatores de preocupação. O aumento das despesas públicas contribui para pressionar a dívida do governo, influenciar as expectativas de inflação e manter o custo do dinheiro elevado.

Nesse ambiente, o Banco Central enfrenta o desafio de conduzir a política monetária e reduzir os juros sem provocar uma aceleração da inflação.

Empresas preveem cenário difícil

A combinação de crédito caro, menor consumo e elevado endividamento aumenta as dificuldades para empresas que precisam investir, expandir operações ou simplesmente manter o fluxo de caixa.

Renato Franklin, presidente da Casas Bahia, afirmou durante uma teleconferência sobre a recuperação judicial da empresa que não trabalha com uma perspectiva de melhora do cenário macroeconômico no curto prazo.

Para Claudio Damasceno, da RGF, empresas que já estão em situação financeira vulnerável podem enfrentar dificuldades ainda maiores caso as condições econômicas permaneçam desfavoráveis.

O crescimento das recuperações judiciais, portanto, expõe um problema que ultrapassa casos isolados de empresas. Com milhares de companhias buscando proteção judicial para reorganizar suas dívidas, o aumento da inadimplência e o custo elevado do crédito seguem como fatores de pressão sobre a atividade econômica e os empregos.

EnviarCompartilharTweet93Compartilhar148
ANTERIOR

Fortes chuvas provocam enxurradas e arrastam veículos no norte do Chile; VEJA IMAGENS

PRÓXIMO

PF investiga: lobista ligada a Lulinha mandava motorista entregar dinheiro em malas

Please login to join discussion
grupo whatsapp

© 2023 Terra Brasil Notícias

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
  • Conecte-se