Em seu primeiro ato no cargo, o novo presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, determinou a transferência de 117 presos ligados a negociações de paz com grupos armados. Desse total, 43 já foram encaminhados para penitenciárias de segurança máxima.
Durante a posse, o presidente afirmou que pretende adotar uma política de “mão de ferro” contra a criminalidade e declarou que o governo não dará continuidade ao diálogo com grupos armados.
De La Espriella também anunciou a intenção de classificar parte dessas organizações como grupos narcoterroristas. A medida poderia ampliar a atuação das Forças Armadas no combate às organizações.
Governo promete endurecer combate a grupos armados
O novo presidente afirmou que a prioridade de sua gestão será recuperar o controle sobre áreas afetadas pela atuação de organizações criminosas e grupos armados.
A transferência dos detentos ocorre justamente no início do novo governo e representa uma mudança em relação às políticas de negociação adotadas anteriormente.
Segundo o governo, os presos transferidos possuem vínculos com processos relacionados às negociações de paz. A ida para unidades de segurança máxima busca aumentar o controle sobre esses detentos e reduzir a possibilidade de comunicação com organizações criminosas.
Forças Armadas podem ganhar papel maior
Ao defender a classificação de determinadas organizações como narcoterroristas, De La Espriella sinalizou que pretende ampliar o emprego das forças de segurança no enfrentamento aos grupos armados.
A proposta também pode permitir uma atuação mais direta das Forças Armadas contra essas organizações, especialmente em regiões onde grupos criminosos mantêm presença territorial.
O novo governo ainda deverá detalhar quais grupos poderão receber a classificação e quais serão as medidas adotadas para combater suas atividades.