O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, deverá ter mais tempo de propaganda eleitoral gratuita na televisão do que o pai, Jair Bolsonaro, teve nas eleições de 2018 e 2022.
De acordo com a tabela de representatividade dos partidos divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato do PL deverá contar com aproximadamente 4 minutos e 20 segundos de exposição na TV.
O cálculo leva em consideração a representatividade das legendas na Câmara dos Deputados. O PL elegeu 98 deputados federais e ocupa a segunda posição entre os partidos com maior número de parlamentares eleitos.
Bolsonaro teve pouco tempo em 2018
Na eleição de 2018, Jair Bolsonaro teve apenas 8 segundos de propaganda eleitoral na televisão. Naquele ano, Geraldo Alckmin (PSDB) liderou a distribuição, com 5 minutos e 32 segundos.
Fernando Haddad (PT), que chegou ao segundo turno contra Bolsonaro, teve 2 minutos e 23 segundos de propaganda.
Em 2022, o tempo de Jair Bolsonaro aumentou. Ainda assim, o então presidente ficou atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista teve 3 minutos e 23 segundos, enquanto Bolsonaro contou com 2 minutos e 45 segundos.
Alianças podem ampliar tempo de Flávio
O tempo destinado a Flávio Bolsonaro ainda pode sofrer alterações caso o PL forme alianças com outras legendas. Atualmente, o partido é o segundo com maior número de deputados federais eleitos, mas não reúne o mesmo número de aliados que o PT.
A federação formada por PP e União Brasil decidiu não integrar nenhum palanque nacional. Republicanos e Podemos também devem manter uma posição de neutralidade na disputa presidencial.
Outros candidatos
Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência, deverá contar com cerca de 2 minutos e 2 segundos de propaganda na televisão. O partido possui 42 deputados federais eleitos e, até o momento, o ex-governador de Goiás também não conta com o apoio de outras legendas.
Augusto Cury, do Avante, deverá ter cerca de 36 segundos de exposição. O partido elegeu sete deputados federais.
Já Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não deverão ter acesso à propaganda eleitoral gratuita, pois as duas siglas não atingiram os requisitos estabelecidos pela cláusula de desempenho.
