O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez um aceno ao eleitorado feminino neste sábado (8), durante um evento de campanha em Itapetininga, no interior de São Paulo. Ao abordar uma eventual composição do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador afirmou que pretende indicar homens e mulheres para ocupar vagas na Corte caso seja eleito.
Segundo Flávio, o próximo presidente terá a oportunidade de indicar quatro ministros do STF. Ele afirmou que pretende escolher nomes que, em sua avaliação, respeitem a Constituição e não utilizem o cargo para perseguições políticas.
“Vou colocar lá homens e mulheres que respeitem a Constituição, que não usem a máquina para enriquecer, que não promovam perseguição. A lei tem que valer para todos, inclusive para ministro do STF”, declarou.
A fala ocorreu durante uma agenda voltada à ampliação do diálogo com o eleitorado feminino. Entre as propostas apresentadas pelo candidato estão a expansão do microcrédito para mulheres empreendedoras e a criação de uma “Central da Mulher”, com atendimento presencial e digital para vítimas de violência.
Flávio afirmou que o Brasil possui mais de 11 milhões de mulheres empreendedoras e disse que pretende trabalhar para dobrar esse número durante um eventual governo.
O evento foi organizado pela deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), que anunciou que não disputará a reeleição para a Câmara dos Deputados e pretende concentrar esforços na campanha presidencial de Flávio.
Críticas ao Supremo
Durante o discurso, Flávio voltou a fazer críticas ao STF e afirmou que ministros da Corte não deveriam atuar politicamente.
Sem citar nomes, o candidato disse que, caso integrantes do Supremo queiram disputar o comando do país ou exercer funções políticas, deveriam deixar a magistratura e disputar eleições.
“Se ministro do Supremo quer fazer política, vamos responder na política. Se quer ser presidente do Brasil, renuncia e se candidata. Se quer mandar no Senado, renuncia e se candidata”, afirmou.
O candidato também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente nas áreas econômica e de segurança pública.
Na economia, Flávio afirmou que pretende “tirar o Brasil do vermelho”, ampliar investimentos e a geração de empregos e colocar o país entre as sete maiores economias do mundo ao final de um eventual mandato.
Na segurança pública, defendeu uma política de maior enfrentamento ao crime organizado. Entre as propostas citadas estão uma “guerra ao narcotráfico”, a classificação de organizações criminosas como terroristas, o armamento da população e ações para recuperar áreas dominadas pelo crime.
Apoio a aliados no Senado
Durante a agenda em São Paulo, Flávio também pediu votos para André do Prado (PL-SP) e Guilherme Derrite (PP-SP), que disputam as duas vagas ao Senado pelo estado.
O candidato afirmou que a direita precisa concentrar seus votos para evitar que uma das cadeiras seja conquistada por um candidato de esquerda.
A disputa pelo Senado em São Paulo, porém, reúne outros nomes do campo da direita, como Ricardo Salles (Novo) e Pablo Marçal (União Brasil). Do outro lado do espectro político, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) também aparecem entre os nomes cotados para a disputa.
A estratégia de Flávio ocorre em meio à tentativa de consolidar sua candidatura nacional e ampliar sua aproximação com segmentos do eleitorado considerados decisivos, entre eles o público feminino.
