O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (5) uma nova ofensiva contra o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), considerado uma das principais organizações criminosas do México.
Como parte da ação, o Departamento de Estado passou a oferecer até US$ 102 milhões em recompensas por informações que levem à prisão e/ou condenação de oito integrantes e associados do grupo. Além disso, foram impostas restrições de visto a 65 pessoas ligadas a membros sancionados da organização.
A iniciativa reúne novas acusações criminais, ampliação de recompensas já existentes e medidas migratórias direcionadas a familiares e pessoas próximas aos integrantes do cartel. Segundo o governo americano, o objetivo é enfraquecer a estrutura de comando do CJNG após a morte de seu fundador e antigo líder, Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”.
As recompensas foram anunciadas pelo Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei do Departamento de Estado, em parceria com o Departamento de Justiça, DEA, FBI, Homeland Security Investigations (HSI), Receita Federal e Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos.
Novo líder é principal alvo
Entre os principais alvos da operação está Juan Carlos Valencia González, conhecido como “El 03” e apontado pelas autoridades como o novo líder do CJNG. Enteado de El Mencho, ele passou a ser alvo de uma recompensa de até US$ 25 milhões, valor US$ 5 milhões superior ao anteriormente oferecido.
Nascido na Califórnia, Valencia González possui cidadania norte-americana e nacionalidade mexicana. Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, ele é filho de Rosalinda González Valencia, conhecida como “La Jefa”, esposa de El Mencho, e de Armando Valencia Cornelio, fundador do extinto Cartel do Milênio.
Além dele, o Departamento de Estado também anunciou recompensas por informações que levem à captura de outros sete integrantes ou associados do CJNG.
Audias Flores Silva, conhecido como “Jardinero”, é alvo de recompensa de até US$ 15 milhões. O mesmo valor foi estabelecido para Gonzalo Mendoza Gaytán, chamado de “El Sapo”, e para Julio Alberto Castillo Rodríguez, conhecido como “El Chorro” e apontado como genro de El Mencho.
Também passaram a ser procurados com recompensas de até US$ 10 milhões cada Ricardo Ruiz Velasco (“La Tripa”), Julio César Montero Pinzón (“El Tarjetas”) e Carlos Andrés Rivera Varela (“La Firma”).
As recompensas fazem parte dos programas dos Estados Unidos voltados ao combate ao tráfico internacional de drogas e às organizações criminosas transnacionais.
Além das medidas judiciais e financeiras, o Departamento de Estado anunciou restrições migratórias contra familiares e pessoas próximas aos integrantes do cartel.
Ao todo, 65 indivíduos foram incluídos nas sanções. Desses, 26 possuíam vistos válidos para entrar nos Estados Unidos, que foram revogados pelas autoridades americanas.
