Os árbitros da primeira divisão do Campeonato Espanhol decidiram que a chamada Lei Vini Jr. não será aplicada durante a temporada 2026/27 de LaLiga. A decisão foi tomada durante o encontro de pré-temporada da arbitragem espanhola e representa um posicionamento diferente do adotado pela FIFA na Copa do Mundo de 2026.
Segundo o jornal espanhol Diario AS, a comissão de arbitragem rejeitou a aplicação da regra, seguindo o mesmo entendimento adotado anteriormente pela Uefa. O principal argumento é a dificuldade de comprovar, durante uma partida, o conteúdo de uma conversa entre jogadores.
O presidente do Comitê Técnico de Árbitros da Espanha, Fran Soto, explicou que a falta de evidências claras foi determinante para a decisão.
“Deixar uma equipe com 10 jogadores sem provas claras de que ele disse isso ou não… Temos que ver se desta forma, ou com outras medidas, conseguimos combater esse tipo de comportamento”, afirmou.
A chamada Lei Vini Jr. foi aprovada pela International Football Association Board (IFAB) e prevê cartão vermelho para qualquer jogador que cubra a boca durante uma discussão em campo. A medida foi criada para dificultar que ofensas de caráter racial, religioso, xenofóbico ou discriminatório sejam feitas sem possibilidade de identificação por câmeras ou leitura labial.
A regra ganhou notoriedade após ser aplicada na Copa do Mundo de 2026. Na competição, o paraguaio Miguel Almirón e o equatoriano Piero Hincapié foram expulsos por cobrirem a boca com a mão durante discussões em campo.
Com a decisão da arbitragem espanhola, a regra ficará de fora das partidas da elite do futebol espanhol na próxima temporada. A justificativa é que a punição pode ser considerada excessiva quando não há provas concretas sobre o que foi dito pelos atletas durante os lances.
