O açaí produzido por extrativistas do Amapá conquistou espaço em um dos maiores mercados consumidores do mundo. A cooperativa Amazonbai firmou um contrato com a segunda maior rede de distribuição de alimentos da China para fornecer 15 mil toneladas do fruto amazônico ao longo dos próximos cinco anos.
O acordo foi fechado durante a Sial China 2026, considerada a maior feira de alimentos da Ásia, realizada em Xangai entre os dias 18 e 20 de maio. O contrato garante a comercialização de toda a produção da cooperativa até 2031 e está entre os maiores já firmados para a exportação de açaí da Amazônia.
A negociação contou com o apoio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da estratégia Rotas de Integração Nacional. A Amazonbai faz parte da chamada “Rota do Açaí”, iniciativa que busca fortalecer cadeias produtivas sustentáveis na região amazônica.
Segundo o governo federal, aproximadamente R$ 207 mil foram investidos para viabilizar a participação da cooperativa e de outras organizações brasileiras na feira internacional.
Durante o evento em Xangai, o presidente da Amazonbai, Amiraldo Picanço, destacou a importância da parceria para ampliar a presença do produto brasileiro no mercado asiático.
“Que o produto da Amazonbai e das outras cooperativas possa ser distribuído neste continente, neste mercado tão promissor”, afirmou.
Acordo fortalece a bioeconomia da Amazônia
Além de ampliar as exportações, o contrato representa um avanço para a bioeconomia amazônica e deve impulsionar a geração de renda de centenas de famílias que atuam na cadeia produtiva do açaí no Amapá.
O governo estadual também participou das articulações para viabilizar o acordo, promovendo ações voltadas ao fortalecimento do chamado “Selo Amapá”, iniciativa que busca valorizar produtos regionais sustentáveis no mercado internacional.
A China é atualmente o principal parceiro comercial do Brasil e tem ampliado a demanda por alimentos naturais, funcionais e produtos associados à sustentabilidade ambiental. O crescimento do consumo de açaí no exterior acompanha a expansão do mercado global de produtos da Amazônia e abre novas oportunidades para cooperativas extrativistas da Região Norte.