A obra de R$ 267,8 milhões nas rodovias PRC-487 e PR-460 promete mudar a circulação entre Nova Tebas e Pitanga, no Centro do Paraná. Com 51,52 km de extensão, restauração em concreto, terceiras faixas e novas interseções, o projeto busca entregar mais segurança, fluidez e durabilidade até outubro de 2027.
O que está sendo feito entre Nova Tebas e Pitanga?
A intervenção contempla a restauração do pavimento existente e a implantação de uma nova camada de concreto, técnica conhecida como whitetopping. Esse método aproveita a base asfáltica já existente e cria uma superfície mais resistente para suportar o tráfego pesado por mais tempo.
O trecho começa na PRC-487, a partir da ponte sobre o Rio Muquilão, no limite entre Nova Tebas e Iretama, segue até o acesso para Manoel Ribas e continua pela PR-460 até o perímetro urbano de Pitanga. Ao todo, são 51,52 km em obras.
Quais números mostram o tamanho da obra?
Os números ajudam a entender por que a intervenção é considerada uma das mais relevantes para a malha rodoviária da região. Além do investimento bilionário em impacto logístico local, o avanço físico já registrado mostra que as frentes de trabalho saíram da fase inicial:
Como o concreto pode melhorar a durabilidade da pista?
A escolha pelo pavimento rígido em concreto tem relação direta com a vida útil da rodovia. Em trechos com caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e fluxo regional intenso, o concreto tende a oferecer melhor resistência à deformação, às ondulações e ao desgaste causado por cargas repetidas.
Durante a concretagem, porém, o tráfego precisa operar em sistema pare-e-siga para permitir a cura adequada do material. A espera pode chegar a cerca de 60 minutos por sentido, um transtorno temporário necessário para garantir que a nova pista seja liberada com segurança.
Quais melhorias vão além do novo pavimento?
A obra não se limita à troca da superfície da pista. O pacote inclui intervenções voltadas à segurança viária, à drenagem e à organização do tráfego, especialmente em pontos com curvas críticas, ultrapassagens difíceis e acessos urbanos:
- Implantação de terceiras faixas em pontos críticos de ultrapassagem;
- Construção de um viaduto no entroncamento da PRC-487 com a PR-460;
- Execução de duas rótulas alongadas, uma no acesso a Nova Tebas e outra em Catuporanga;
- Melhorias em quatro pontes ao longo do trecho;
- Nova sinalização horizontal, vertical, iluminação viária e dispositivos de segurança.
Por que a obra pode mudar a rotina da região?
Para motoristas, produtores, transportadores e moradores, a recuperação dos 51 km pode significar menos riscos em ultrapassagens, viagens mais previsíveis e redução de danos causados por pista irregular. A correção de curvas, a drenagem e as terceiras faixas também tendem a melhorar a operação em dias de chuva e em trechos de maior movimento.
O avanço da obra entre Nova Tebas e Pitanga reforça a importância de investimentos contínuos em rodovias estaduais. Se o cronograma for mantido, a entrega em 2027 deve consolidar um corredor mais moderno, seguro e preparado para sustentar o desenvolvimento regional nos próximos anos.