A Anvisa retirou do mercado brasileiro os azeites das marcas Serrano e Cordilheira após identificar graves falhas de conformidade. Embora possuam rótulos distintos, ambos compartilham irregularidades que comprometem a segurança do consumidor.
Quais as semelhanças nas irregularidades das duas marcas?
Tanto o azeite Serrano quanto o Cordilheira foram classificados como produtos de origem desconhecida. A agência constatou que as empresas responsáveis pela importação não possuíam CNPJ ativo ou registros oficiais, o que impede qualquer fiscalização sobre as condições de higiene.
Além da questão documental, os dois produtos apresentaram indícios de irregularidade de origem. A Anvisa destacou que a ausência de identificação dos importadores impede garantir a segurança e a qualidade dos azeites comercializados.
Como os azeites Serrano e Cordilheira foram analisados pela Anvisa?
A fiscalização ocorreu por meio de uma ação conjunta entre a agência reguladora e o Ministério da Agricultura e Pecuária. Os técnicos avaliaram a origem e a documentação dos lotes recolhidos em diversos estados brasileiros para verificar a regularidade dos produtos.
Os resultados mostraram que as empresas importadoras não possuíam registro válido no Brasil. Por isso, a Anvisa emitiu a Resolução-RE nº 3.508, de 2024, publicada no Diário Oficial da União em 24 de setembro de 2024, que serve como base jurídica para o recolhimento forçado desses itens das prateleiras.
Qual o histórico de proibições da marca Serrano?
A marca Serrano possui um histórico reincidente de problemas com a vigilância sanitária nacional. Desde 2024, diferentes lotes foram barrados devido à comercialização por empresas com dados cadastrais irregulares ou suspensos, e a marca voltou a aparecer em listas de proibição em 2025.
A persistência dessas irregularidades acendeu um alerta sobre a entrada ilegal de mercadorias pelas fronteiras. Segundo o relatório do Programa Nacional de Combate à Fraude (PNFraude), do Ministério da Agricultura e Pecuária, em 2024 foram apreendidos mais de 112 mil litros de azeite adulterado no Brasil, em operações que envolveram a Anvisa, a Receita Federal e a Polícia Federal.
Como comparar os dados técnicos desses produtos barrados pela Anvisa?
Embora os rótulos tentem passar uma imagem de qualidade, os dados oficiais mostram uma realidade diferente. A comparação ajuda o comerciante e o consumidor a entenderem o padrão de risco que esses produtos representam para o mercado.
Veja os detalhes técnicos observados na fiscalização:
Como proteger sua saúde ao comprar azeite de oliva?
O primeiro passo é verificar se a marca escolhida não consta em listas de alerta emitidas pela Anvisa. É prudente evitar produtos que tragam apenas informações genéricas sobre o importador ou que omitam o endereço completo da sede da empresa responsável.
Priorize marcas que exibem selos de qualidade reconhecidos e que mantêm transparência sobre a origem da azeitona. A segurança alimentar depende do rigor na escolha dos fornecedores e da atenção constante aos comunicados oficiais das autoridades de saúde.