O empresário Maurício Camisotti, preso por suspeita de fraudes no INSS, foi transferido para a sede da Polícia Federal (PF) em São Paulo para negociar um possível acordo de delação premiada.
Qual a motivação da transferência do empresário para a sede da PF?
A mudança de local de Maurício Camisotti ocorreu da Penitenciária II de Guarulhos para a Superintendência da Polícia Federal. O objetivo principal é agilizar as negociações de um possível acordo de colaboração.
Esse tipo de transferência é comum em casos complexos, pois permite contato direto entre defesa e investigadores. A expectativa é que o processo avance com mais rapidez nas próximas semanas. As informações são da revista Piauí e g1.
Quem conduz a defesa e as negociações do empresário?
As tratativas estão sendo conduzidas pelo advogado Celso Villardi, conhecido por atuar em casos de grande repercussão nacional. Ele também já esteve envolvido na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A presença de um advogado experiente reforça a estratégia de buscar benefícios legais por meio da delação. Isso pode incluir redução de pena em troca de informações relevantes.
O que foi a Operação Sem Desconto?
A prisão de Camisotti ocorreu durante a Operação Sem Desconto, que investigou um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. A ação foi conduzida pela Polícia Federal.
O caso envolve também o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. As investigações indicam atuação organizada para aplicar cobranças sem autorização dos beneficiários.
Quais bens foram apreendidos na operação?
Durante a operação, os agentes encontraram diversos itens de alto valor ligados aos investigados. Esses bens reforçam as suspeitas sobre o volume financeiro do esquema. Entre os principais itens apreendidos, destacam-se:
- Carros de luxo
- Obras de arte e esculturas
- Uma arma de fogo
- Outros bens de alto valor patrimonial
Essas apreensões ajudam a mapear o possível enriquecimento ilícito e servem como prova no andamento das investigações.
Como a defesa do empresário reagiu?
Desde a prisão, a defesa de Camisotti afirma que não há justificativa para a detenção. Os advogados sustentam que ele não teria participação direta nas irregularidades investigadas.
Apesar disso, a possibilidade de delação pode mudar o rumo do caso. Caso o acordo seja fechado, novas informações podem surgir e ampliar o alcance das investigações.