O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou o leilão de veículos de luxo apreendidos em investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os bens somam cerca de R$ 6,6 milhões.
Quais veículos de luxo serão leiloados?
Os bens apreendidos incluem modelos de alto padrão ligados a investigados e empresas sob apuração. A lista reúne carros esportivos e motocicletas avaliados em valores expressivos. Confira abaixo os principais veículos que devem ir a leilão:
- Porsche 911 Car GTS (2024): R$ 1.126.137,60
- Porsche Panamera 4SEHY (2023): R$ 682.078,50
- BMW M3 Competition (2022): R$ 581.732,10
- Lamborghini Urus S (2020): R$ 2.441.976,30
- Porsche Taycan (2020): R$ 763.425
- Audi TT RS5 (2020): R$ 505.465
- Audi A3 (2022): R$ 229.815
- Moto Triumph Tiger (2020): R$ 69.715
- Moto Suzuki GSX1300 (2023): R$ 102.563
- Moto BMW S1000 RR (2024): R$ 120.851
Por que o leilão foi autorizado antes do fim do processo?
A medida atende a um pedido da Polícia Federal, que alertou para o risco de desvalorização dos bens ao longo do tempo. Veículos de luxo exigem manutenção constante e podem perder valor rapidamente.
A Procuradoria-Geral da República concordou com a decisão, destacando que a legislação permite a alienação antecipada para preservar o valor econômico dos bens apreendidos.
Como parte dos veículos será utilizada pela Polícia Federal?
Além do leilão, a decisão autoriza que seis veículos sejam destinados provisoriamente à Polícia Federal. A medida visa reforçar o uso institucional durante as investigações.
Esse tipo de destinação está previsto em lei e permite que bens apreendidos sejam usados em atividades operacionais, otimizando recursos públicos enquanto o processo segue em andamento.
O que acontecerá com o dinheiro arrecadado no leilão?
O valor obtido com a venda dos veículos ficará vinculado ao resultado final do processo. A medida é considerada cautelar e pode ocorrer ainda na fase de investigação.
Em caso de condenação, os recursos podem ser usados para ressarcir a União. Se houver absolvição, o valor arrecadado poderá ser devolvido aos investigados.
Como a defesa reagiu ao caso?
A defesa de Antônio Antunes recorreu da decisão e questiona tanto os valores atribuídos quanto o destino dos veículos. Os advogados pedem uma reavaliação de parte dos bens apreendidos.
Segundo a defesa, alguns modelos seriam incompatíveis com uso policial. Também argumentam que a venda poderia ocorrer em condições mais vantajosas para preservar o patrimônio até o fim das investigações.