O INSS suspendeu nesta terça-feira (17/3) os novos empréstimos consignados do C6 Bank após auditoria apontar cobranças indevidas em centenas de milhares de contratos.
O que a auditoria da CGU identificou nos contratos do C6 Bank?
A CGU (Controladoria-Geral da União) analisou os contratos de consignado e detectou 320 mil casos com indícios de cobranças adicionais indevidas, como seguros e pacotes de serviços. Essas cobranças reduziram o valor líquido recebido pelos beneficiários.
O INSS considerou a conduta de elevada gravidade, pois compromete a margem consignável e pode prejudicar diretamente a renda alimentar dos segurados. A medida reforça a fiscalização sobre práticas irregulares no crédito consignado.
Quando a suspensão do C6 Bank vai acabar?
O INSS informou que a suspensão permanece até que o C6 Bank devolva os valores cobrados indevidamente, estimados em R$ 300 milhões, e regularize os contratos. A restituição deve incluir todos os pacotes de serviços descontados dos benefícios. O órgão reforçou que é proibida a inclusão de custos extras em operações de crédito consignado, como:
- Taxas administrativas
- Prêmios de seguros
- Encargos estranhos à operação
Essas regras existem para proteger a renda dos beneficiários e preservar a integridade da margem consignável.
Como o C6 Bank reagiu à suspensão?
O C6 Bank divulgou nota afirmando que discorda da interpretação do INSS e que vai buscar defesa judicial. O banco garante que não praticou irregularidades e seguiu todas as normas vigentes.
Segundo o C6, a contratação do consignado nunca foi condicionada à compra de outros produtos e nenhuma parcela referente a pacotes adicionais foi descontada dos clientes. A instituição se posiciona confiante quanto à regularidade de suas operações.
Quais impactos a suspensão traz para os beneficiários?
Os segurados do INSS não poderão contratar novos empréstimos consignados com o C6 Bank até a regularização da situação. Os contratos ativos não terão mudanças imediatas, mas podem ser revisados para devolução de valores cobrados indevidamente.
Para se proteger, os beneficiários devem verificar seus extratos e comprovantes. Caso identifiquem cobranças indevidas, devem registrar reclamação junto ao INSS e ao banco para garantir seus direitos.
Como o INSS reforça a segurança no consignado?
O caso demonstra que o INSS está atento a práticas que prejudicam os segurados e mantém regras rígidas para o crédito consignado. O órgão reforça que qualquer cobrança indevida deve ser corrigida e restituída.
O instituto também pretende intensificar a fiscalização de outras instituições financeiras para garantir maior transparência e segurança nas operações de crédito, protegendo a renda alimentar dos beneficiários e preservando a confiança no sistema.