A Polícia Federal investiga suspeita de vazamento em operação do Caso Master, que teve como alvo o ex-presidente da Previdência do Amapá ligado ao senador Davi Alcolumbre.
Como a PF apura vazamento em operação contra aliado político?
A investigação aponta que Jocildo Silva Lemos pode ter tido acesso prévio à ação policial, o que levanta dúvidas sobre o sigilo da operação. O caso ganhou força após inconsistências no cumprimento do mandado.
A operação, realizada em 6 de fevereiro, apura a aplicação de R$ 400 milhões em ativos do Banco Master, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no esquema. As informações são do Metrópoles.
Como o telefonema antes da ação levanta suspeitas?
Um dos principais indícios envolve uma ligação feita 18 minutos antes da chegada da PF à residência de Jocildo. O contato partiu de um procurador da Amapá Previdência para a esposa do investigado.
Quando os agentes chegaram ao local, por volta das 6h, Jocildo não estava presente. Para a PF, a sequência de fatos indica possível antecipação de informações sigilosas.
Como a desconfiança dos investigadores é reforçada?
Ao retornar para casa, Jocildo entregou um celular que estava sem mensagens, contatos ou registros, o que chamou a atenção dos agentes. O aparelho aparentava ter sido recentemente configurado.
Ele alegou que o telefone principal estava com um conhecido para conserto, mas a justificativa não convenceu. O outro aparelho foi posteriormente entregue, aumentando as suspeitas.
Quais os indícios levantados pela PF no caso?
Diante dos fatos, os investigadores reuniram elementos que reforçam a hipótese de vazamento e possível ocultação de provas. Os principais pontos observados incluem:
- Ligação suspeita antes da operação policial
- Ausência de Jocildo no momento da chegada dos agentes
- Celular entregue sem dados, indicando possível limpeza
- Afastamento do aparelho principal antes da ação
Esses fatores, analisados em conjunto, indicam que o investigado pode ter sido alertado previamente, o que comprometeria o sigilo da operação.
Quais as suspeitas no Caso Master?
Além do possível vazamento, a PF investiga a atuação de Jocildo na aprovação de investimentos milionários. Ele teria papel central nas decisões do comitê responsável pelas aplicações.
Relatórios indicam que os aportes foram aprovados mesmo com alertas técnicos ignorados. A Caixa Econômica Federal recusou os ativos por alto risco, reforçando as suspeitas.