A Anvisa determinou o recolhimento imediato de lotes do pó para café da marca Cafellow e de saneantes da linha Protedex. A medida visa proteger o consumidor contra ingredientes sem avaliação de segurança e falhas graves nas boas práticas de fabricação industrial.
Por que o café da marca Cafellow foi retirado do mercado?
O produto “Fellow Criativo“, fabricado pela empresa TMP Comércio de Bebidas Ltda, foi proibido por conter extrato do cogumelo Agaricus bisporus. Este ingrediente ainda não possui segurança comprovada para uso em alimentos no Brasil, o que torna sua ingestão um risco potencial desconhecido para a saúde pública.
Além da presença do extrato não autorizado, a Anvisa identificou propagandas enganosas que afirmavam que o café “controla a insulina e diminui o colesterol”. De acordo com as normas da vigilância sanitária, alimentos não podem atribuir propriedades terapêuticas ou curativas, especialmente quando as informações induzem o consumidor ao erro sobre a natureza do produto.
Quais irregularidades atingiram os produtos da Protedex?
A ação fiscal também alcançou a empresa Bernieri & Cia Ltda, responsável pela marca Protedex. O Detergente Enzimático e o Álcool 70° INPM tiveram fabricação e venda suspensas após uma inspeção da Visa do Rio Grande do Sul apontar o descumprimento de normas técnicas essenciais de higiene e segurança.
O fabricante violou o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação (RDC 47/2013). Quando uma indústria ignora esses protocolos, não há garantia de que o desinfetante ou o álcool possuam a eficácia necessária para eliminar microrganismos, colocando em risco ambientes hospitalares e domésticos.
Veja abaixo o resumo das ações determinadas pela Anvisa na tabela de fiscalização:
O que se sabe sobre a proibição da fibra capilar Pansly?
A Anvisa também proibiu a comercialização e o uso da Fibra Capilar Pansly. O item era vendido sem registro oficial e, o que é mais grave, por uma empresa desconhecida. Sem um responsável legal ou fabricante identificado, o consumidor fica totalmente desamparado em caso de reações alérgicas ou danos no couro cabeludo.
Produtos cosméticos de procedência duvidosa são alvos constantes da Vigilância Sanitária no Brasil. A apreensão desses itens é fundamental para retirar de circulação substâncias que não passaram por testes de toxicidade, garantindo que apenas empresas regularizadas ocupem as prateleiras físicas e virtuais.
Como o consumidor deve agir após essas resoluções?
Caso você tenha adquirido algum desses itens, a recomendação é suspender o consumo ou uso imediatamente. O recolhimento dos lotes é uma obrigação das empresas fabricantes, e o Diário Oficial da União (RES 4.246 e 4.244) serve como o canal de transparência máxima para essas decisões de Saúde pública.
Para se manter seguro em 2026, siga estas orientações:
- Verifique o Rótulo: Desconfie de alimentos que prometem curar doenças ou controlar índices glicêmicos.
- Cheque o Registro: Saneantes e cosméticos devem exibir o número de autorização da Anvisa de forma clara.
- Denuncie Irregularidades: Caso encontre esses produtos à venda, acione a Vigilância local de sua cidade.
- Acompanhe Atualizações: Fique atento às resoluções publicadas pela agência para evitar o uso de produtos clandestinos.
A segurança sanitária depende do rigor das autoridades, mas também da percepção crítica de quem compra. A interdição do café Cafellow e dos saneantes Protedex reforça que a Anvisa mantém vigilância constante sobre o que chega à mesa e ao lar dos brasileiros, punindo o descumprimento das normas que garantem a vida.