O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comemorou o afastamento do desembargador Magid Nauef Láuar, que votou pela absolvição de um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos. O CNJ determinou a medida preventiva nesta sexta-feira (27/2).
Por que o CNJ afastou o desembargador?
O Conselho Nacional de Justiça identificou indícios de envolvimento do magistrado em crimes sexuais, motivando o afastamento. A medida vale até a conclusão das investigações.
Pelo menos cinco supostas vítimas já foram ouvidas pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, incluindo uma residente no exterior e uma parente do desembargador. As informações são do Metrópoles.
Como a reação de Nikolas Ferreira foi motivada?
Nikolas Ferreira afirmou que a pressão pública contribuiu para a decisão do CNJ. Em publicação no X, destacou que ações e vídeos nas redes sociais podem gerar resultados concretos.
Segundo ele, a sequência de medidas mostra a eficiência da mobilização popular: o acusado retornou à prisão, e agora o desembargador foi afastado. Veja a publicação de Nikolas:
Na mesma semana: o Estupr4dor voltou pra cadeia junto com a mãe omissa, e agora o juíz é afastado do cargo. Mostrem isso quando dizem que pressão e vídeo na rede não funciona. pic.twitter.com/y4sUQrr2XH
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) February 27, 2026
Qual foi o voto que gerou polêmica?
Magid Nauef Láuar ficou no centro da repercussão por votar a favor da absolvição de um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos. O voto gerou indignação nas redes sociais.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) também instaurou procedimento investigatório para apurar eventual falta funcional do desembargador.
Quem já foi ouvido e quais fatos serão investigados?
O CNJ confirmou que a apuração envolve vários relatos de vítimas e eventos recentes ainda não prescritos. Alguns fatos antigos já estão fora do alcance criminal, mas não prejudicam a investigação atual.
Entre as informações coletadas, destacam-se:
- Cinco supostas vítimas já ouvidas pelo corregedor nacional
- Uma das denunciantes é parente do desembargador
- Uma vítima reside fora do país
- Fatos recentes continuam sob apuração pelo CNJ
Enquanto o afastamento permanece, o desembargador não poderá exercer funções judiciais ou administrativas. O CNJ continuará investigando novos fatos e denúncias. O caso serve como alerta sobre a importância da transparência e fiscalização no Judiciário, mostrando que a mobilização pública pode impactar decisões importantes.