A influenciadora Larissa da Silva Caetano Anunciação foi detida na manhã desta terça-feira (24/2) em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, ela estava envolvida na venda ilegal de medicamentos, incluindo produtos para emagrecimento.
Como foi a prisão da influenciadora por emagrecedores ilegais?
Larissa da Silva Caetano Anunciação e o marido, Marcus Vinícius Silva da Anunciação, foram presos em cumprimento a mandado de busca e apreensão da 1ª Vara das Garantias da Comarca da Capital. A ação da Delegacia do Consumidor (Decon) encontrou, na residência do casal, diversos medicamentos e suplementos considerados impróprios.
Entre os itens apreendidos havia ampolas de canetas emagrecedoras e substâncias usadas em tratamentos para perda de peso, além de dois celulares e dois computadores que serão periciados para mapear a possível rede de oferta. Na delegacia, ambos ficaram em silêncio e respondem por crimes contra a saúde pública e contra as relações de consumo.
Por que a venda de emagrecedores pela internet pode ser crime?
O centro do caso é a suposta comercialização ilícita de medicamentos, especialmente emagrecedores, feita diretamente pelas redes sociais, sem autorização sanitária e fora de estabelecimentos como farmácias e drogarias. A legislação brasileira exige registro, controle de armazenamento, prescrição adequada e respeito às normas da Anvisa.
Segundo a Decon, a influenciadora anunciava medicamentos em seus perfis, incluindo substâncias como a tirzepatida, cujo uso para emagrecimento é vetado pela Anvisa no Brasil. Essa prática amplia riscos de automedicação, efeitos colaterais graves e exposição de um grande número de pessoas a fármacos de uso controlado.
Quais são os principais riscos e irregularidades envolvidos?
Diante desse tipo de comercialização clandestina, autoridades alertam que não se trata apenas de uma infração administrativa, mas de condutas que podem gerar danos concretos à saúde individual e coletiva. Para entender melhor o problema, vale observar alguns dos principais riscos e irregularidades apontados pelos órgãos de fiscalização:
- Risco à saúde pública: uso de medicamentos sem avaliação clínica e acompanhamento médico.
- Falta de controle de qualidade: produtos vencidos, falsificados ou mal armazenados.
- Propaganda enganosa: promessas de resultados rápidos sem comprovação científica robusta.
- Violação das normas da Anvisa: comércio de substâncias proibidas ou com venda restrita.
- Dificuldade de responsabilização: rastreamento limitado em caso de reações adversas.
Como o caso impacta a atuação de influenciadores digitais?
O caso ganha repercussão adicional porque Larissa se apresentava como enfermeira e dona de clínica de estética, o que reforçava sua autoridade percebida na área da saúde diante de cerca de 400 mil seguidores no Instagram.
Na esfera prática, episódios de influenciador preso por vender remédios irregulares afetam reputação, contratos comerciais e relação com seguidores, além de pressionar plataformas digitais a rever políticas sobre promoção de medicamentos.
O que o caso da influenciadora revela sobre fiscalização no Brasil?
A prisão em Duque de Caxias expõe como redes sociais se tornaram vitrine para produtos de saúde, muitas vezes sem filtros técnicos ou controle institucional, especialmente em temas sensíveis como corpo “ideal” e emagrecimento rápido.
Com a continuidade das investigações e a perícia em celulares e computadores, o caso Larissa Anunciação tende a servir de referência para futuras apurações envolvendo influenciadores e venda de remédios pela internet, reforçando que o uso de medicamentos deve seguir critérios médicos, farmacêuticos e legais claros.