O cenário da mpox no Brasil em 2026 chama a atenção de autoridades de saúde e da população pela combinação de alerta e controle, com mais de 60 casos confirmados e ausência de quadros graves ou mortes, mantendo a necessidade de vigilância constante.
Como está a situação atual da mpox no Brasil?
De acordo com dados mais recentes do Ministério da Saúde e de secretarias estaduais, o Brasil soma 62 casos confirmados de mpox, sem registro de óbitos ou pacientes em estado crítico até o momento. Esse panorama sugere que, apesar da circulação do vírus, as medidas de acompanhamento, testagem e atendimento pelo SUS têm evitado agravamentos.
O país já contabilizou mais de 180 notificações suspeitas, das quais 57 foram descartadas após investigação laboratorial e clínica, demonstrando esforço de monitoramento. Em São Paulo, mais de 70 casos seguem em análise, o que pode modificar o quadro numérico nos próximos dias e reforça a importância do diagnóstico rápido e do isolamento adequado.
Quais estados concentram mais casos da doença no país?
A distribuição geográfica da mpox mostra forte concentração em alguns estados, com São Paulo liderando com 44 casos confirmados e mais de 70 em investigação. Em seguida vêm o Rio de Janeiro, com 9 registros, e Rondônia, com 4 casos, formando o principal eixo atual de transmissão identificada.
Outras unidades da federação também apresentam registros: Bahia (2), Rio Grande do Sul (1), Santa Catarina (1) e Distrito Federal (1), indicando dispersão nacional. Estados com grande circulação de pessoas e regiões metropolitanas tendem a concentrar mais casos, exigindo vigilância reforçada em serviços de urgência, unidades básicas e hospitais.
O que é a mpox e como ela se transmite no dia a dia?
A mpox é uma doença infecciosa zoonótica causada por um vírus da mesma família da antiga varíola, com transmissão principalmente por contato direto e próximo com a pele e lesões de pessoas infectadas. O contágio também pode ocorrer por secreções respiratórias em contatos prolongados e pelo compartilhamento de objetos pessoais contaminados, como roupas, toalhas ou roupas de cama.
Os sintomas surgem de forma gradual, com febre de início súbito, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza intensa e lesões de pele em forma de bolhas ou erupções, geralmente começando no rosto e se espalhando. O risco de desfechos graves é maior em pessoas imunossuprimidas, gestantes, crianças pequenas e indivíduos com doenças pré-existentes descompensadas.
Quais são os principais sintomas e riscos clínicos da doença?
Os sintomas da mpox costumam ser autolimitados, mas exigem atenção para evitar complicações, principalmente em grupos vulneráveis. Em cenários internacionais mais críticos, até 10% dos casos podem evoluir para óbito sem acompanhamento adequado, embora o Brasil não registre mortes até agora.
Atualmente, o tratamento é baseado em medidas de suporte, com foco no alívio dos sintomas, hidratação, controle da dor e prevenção de infecções secundárias. O isolamento domiciliar ou hospitalar, conforme a gravidade, é recomendado até a completa cicatrização das lesões, o que pode levar de duas a quatro semanas.
Quais cuidados ajudam a reduzir o risco de contágio por mpox?
Diante do cenário atual do surto, especialistas em saúde pública reforçam cuidados cotidianos simples que ajudam a reduzir o risco de transmissão, mesmo em locais com poucos registros, pois o vírus pode circular de forma silenciosa. Essas orientações complementam o monitoramento oficial e facilitam a identificação precoce:
- Evitar contato direto com lesões de pele de pessoas com suspeita ou confirmação de mpox;
- Não compartilhar objetos pessoais, como toalhas, roupas íntimas, lençóis ou itens de higiene;
- Higienizar as mãos com frequência, usando água e sabão ou álcool em gel;
- Procurar atendimento médico diante de febre associada a erupções cutâneas incomuns;
- Manter isolamento em caso de diagnóstico, até a queda das crostas e cicatrização completa das lesões.