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Estudante de Goiânia surpreende após devolver Pix de R$ 200 mil recebido por engano e recebeu R$ 1.000

Por Guilherme Silva
22/fev/2026
Em Geral
Estudante de Goiânia surpreende após devolver Pix de R$ 200 mil recebido por engano e recebeu R$ 1.000

Estudante desempregado devolve duzentos mil reais depositados por erro em sua conta

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Em um caso que comoveu o estado de Goiás em 2026, o estudante de Técnico em Enfermagem Leandro Pinheiro Silva, de 25 anos, protagonizou um exemplo de integridade ao devolver R$ 200 mil depositados erroneamente em sua conta. Natural de Santa Inês (MA) e residente em Goiânia, Leandro estava desempregado e vivia com o auxílio do seguro-desemprego quando o montante, equivalente ao valor de uma carreta de bovinos, surgiu em seu saldo.

Como um erro de DDD gerou uma transferência de R$ 200 mil?

A falha ocorreu durante uma transação comercial realizada por um empresário de Cuiabá (MT). Ao tentar pagar um produtor rural por uma carga de gado, o remetente confundiu o DDD da chave Pix, digitando “65” em vez de “66”. Por coincidência, o número resultante era o telefone antigo de Leandro, vinculado a uma conta bancária que o estudante não utilizava há quatro anos e cujo aplicativo ele sequer mantinha instalado no celular.

O empresário percebeu o erro instantaneamente e ligou para Leandro apenas 20 segundos após a confirmação. O estudante, que viu a notificação do depósito por e-mail, acalmou o interlocutor desesperado e prometeu realizar o estorno assim que conseguisse reativar o acesso à conta inativa.

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Créditos: depositphotos.com / BrendaRochaBlossom
PIX sendo utilizado no celular – Créditos: depositphotos.com / BrendaRochaBlossom

Quais foram os desafios para realizar a devolução do valor?

Diferente de casos com valores menores, a quantia de R$ 200 mil acionou os protocolos de segurança da instituição financeira.Assim que o depósito entrou na conta de Leandro, que recebia apenas parcelas de seguro-desemprego, o banco bloqueou o acesso preventivamente por suspeita de movimentação atípica. Leandro precisou contestar o bloqueio, explicando o engano ao suporte técnico e aguardando a análise por quatro dias.

Confira abaixo o comparativo entre este caso e a ocorrência registrada em Palmas no ano anterior:

🤝 Comparativo de Integridade: Casos de Devolução de Pix

Análise de grandes valores devolvidos por erro de transação (2025-2026)
Aspecto
Leandro Pinheiro (2026)
Wendler Silva (2025)
Valor Devolvido
R$ 200.000,00
R$ 23.300,00
Origem do Erro
Confusão de DDD (65 vs 66)
Erro no último dígito da chave
Tempo de Estorno
4 dias (bloqueio preventivo)
Cerca de 30 minutos
Recompensa
R$ 1 mil + Emprego fixo
Nenhuma citada publicamente
💡
Fato Curioso: No caso de 2026, o valor de 200 mil reais chegou a ser bloqueado pelo banco por suspeita de fraude devido à atipicidade da transação, o que causou o atraso no estorno voluntário. A honestidade do recebedor foi reconhecida pelo empresário com uma gratificação e uma vaga de trabalho.

Qual a importância do legado familiar na decisão de Leandro?

Apesar das dificuldades financeiras e do histórico como lavrador e coletor de babaçu no Maranhão, Leandro afirmou que a dúvida sobre devolver o dinheiro nunca existiu. Ele atribui a conduta ao “legado familiar” deixado pelo pai já falecido, que sempre pregou valores morais e honestidade acima de bens materiais. “Dinheiro vem e vai… honestidade não tem preço”, declarou o estudante sobre o episódio.

Temendo problemas jurídicos pela demora causada pelo banco, Leandro chegou a consultar a Polícia Civil, embora não tenha sido necessário registrar um Boletim de Ocorrência. A devolução integral foi consolidada em 20 de janeiro de 2026, quatro dias após o depósito original, assim que o sistema liberou a função de estorno.

PIX e dinheiro embaixo do celular - Créditos: depositphotos.com / Etalbr
PIX e dinheiro embaixo do celular – Créditos: depositphotos.com / Etalbr

Quais foram as recompensas e repercussões do gesto de honestidade?

A integridade de Leandro gerou frutos imediatos e tangíveis. O empresário, aliviado por recuperar o capital de giro de seu negócio, gratificou o estudante com R$ 1.000,00. No entanto, o maior prêmio veio em fevereiro de 2026: a repercussão positiva do caso nas redes sociais e na imprensa local rendeu a Leandro uma oferta de emprego fixo em Goiânia, garantindo sua estabilidade enquanto finaliza o curso de enfermagem.

Este desfecho reforça que atitudes éticas em 2026 possuem um valor social incalculável:

  • Garantia de paz de consciência e manutenção da integridade perante a lei.
  • Reconhecimento público que pode abrir portas no mercado de trabalho.
  • Fortalecimento da rede de confiança entre cidadãos em sistemas digitais.
  • Estímulo para que outros sigam o exemplo em situações de erro sistêmico.

No perfil do Dr. Gildemar Júnior (@drgildemarjunior), que conta com 119,3 mil seguidores, ele aborda o tema “Recebeu um Pix Errado?” com o rigor de um advogado criminalista, reforçando que a conduta ética é também uma obrigação legal:

@drgildemarjunior

♬ som original – DR.Gildemar Júnior

Como evitar transtornos ao enviar ou receber Pix de alto valor?

O caso de Leandro serve como um alerta para a fragilidade de chaves Pix baseadas em números de telefone, que podem conter dígitos muito similares. Para evitar que valores altos parem na conta de um desconhecido, o Banco Central e especialistas em segurança digital em 2026 recomendam a conferência minuciosa dos dados antes da confirmação final.

Antes de confirmar qualquer envio, certifique-se de:

  • Verificar cada dígito da chave, especialmente o DDD em números de telefone.
  • Confirmar o nome completo e o CPF/CNPJ mascarado do destinatário na tela de revisão.
  • Realizar transferências de altíssimo valor preferencialmente em horários comerciais para facilitar o suporte.
  • Entrar em contato imediato com o banco e o recebedor caso perceba o erro logo após a confirmação.

O ato de Leandro Pinheiro não apenas salvou o patrimônio de um produtor rural, mas reafirmou que a ética individual é o componente mais importante na segurança das transações financeiras modernas. O estudante provou que, mesmo diante de necessidades financeiras reais, a preservação do nome e dos valores familiares permanece como o maior patrimônio de um cidadão.

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