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Mais de 32 milhões de motoristas podem ser beneficiados por nova lei sobre pedágio gratuito

Por Guilherme Silva
22/fev/2026
Em Geral
Mais de 32 milhões de motoristas podem ser beneficiados por nova lei sobre pedágio gratuito

Não existe lei federal que garanta isenção de pedágio para motoristas idosos no Brasil

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A discussão sobre a isenção de pedágio para idosos voltou a ganhar força no Congresso Nacional em 2026, impactando um público potencial de 32,1 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais. Embora o tema gere grande expectativa, é fundamental esclarecer que, no momento, a gratuidade permanece apenas como uma proposta legislativa em debate, sem aprovação definitiva ou validade prática nas rodovias brasileiras.

O que a legislação atual determina sobre o pagamento de pedágio?

No cenário jurídico vigente, não existe uma lei federal que conceda isenção de tarifa de pedágio para pessoas idosas no Brasil. O Estatuto da Pessoa Idosa garante direitos importantes, como a gratuidade no transporte coletivo urbano e intermunicipal, mas essa regra não se estende aos veículos particulares que trafegam por rodovias sob concessão.

Desta forma, todos os condutores, independentemente da idade, são obrigados a arcar com o pagamento das tarifas conforme a categoria do veículo. A inadimplência é monitorada rigorosamente por sistemas eletrônicos e agentes de trânsito, podendo resultar em penalidades que afetam a situação do veículo e do motorista.

Motorista idoso em carro moderno passando por pórtico de pedágio eletrônico

Quais projetos de lei buscam instituir a isenção de pedágio?

A criação de uma norma que garanta a gratuidade para condutores idosos é discutida há quase duas décadas. Atualmente, existem diferentes propostas em tramitação que buscam alterar o marco legal das concessões rodoviárias para incluir este benefício social, variando conforme a idade mínima e os requisitos para o motorista.

Abaixo, detalhamos os principais projetos que estão em pauta no Congresso:

⚖️ Projetos de Lei em Pauta no Congresso (2026)

Mapeamento de propostas legislativas sobre isenção de pedágio
Projeto de Lei
Público-Alvo
Status em Fevereiro/2026
PL 6886/2010
Motoristas 60+
Aguardando análise (apensado ao PL 3068/04)
PL 518/2023
Motoristas 70+ e PCD
Em tramitação na Câmara (apensado ao PL 594/19)
PL 416/2026
PCD (Tratamento de Saúde)
Nova proposta apresentada em Fev/2026
PL 5175/2013
Motoristas 65+
Arquivado (Rejeitado)
Alerta Importante: Até o momento (fevereiro de 2026), não há lei federal vigente que garanta

Quais são as penalidades para quem deixa de pagar o pedágio?

Ignorar a cobrança de pedágio é considerado uma infração grave de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Com a popularização de sistemas como o Free Flow (pedágio eletrônico sem cancela), o registro da evasão tornou-se automático, aumentando o rigor da fiscalização em 2026.

As consequências para o motorista que não efetua o pagamento incluem:

  • Aplicação de multa no valor de R$ 195,23.
  • Inserção de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
  • O valor da tarifa original continua sendo devido ao operador da via.
  • Possíveis impedimentos para a realização do licenciamento anual do veículo.

Por que o tema causa confusão entre os motoristas brasileiros?

Muitos condutores acreditam erroneamente que a isenção já está em vigor devido à ampla repercussão de projetos em redes sociais. Essas propostas costumam ser compartilhadas sem o contexto de que ainda precisam passar por diversas comissões e sanção presidencial antes de se tornarem lei.

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A tramitação lenta, que dura anos em algumas comissões, contribui para essa percepção. Além disso, a existência de gratuidade em outros meios de transporte alimenta a expectativa social de que o pedágio seguiria a mesma regra, o que reforça a importância de consultar fontes oficiais sobre a validade real das isenções.

Câmeras de alta tecnologia monitorando o fluxo de veículos em rodovia

Existem decisões judiciais ou leis estaduais sobre o tema?

Apesar da ausência de uma regra nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) já analisou leis estaduais que previam isenções específicas para pessoas com deficiência. Nestes casos, a validade da norma depende do respeito aos contratos de concessão e dos mecanismos de compensação financeira às concessionárias.

Para o público idoso, as principais orientações em 2026 são:

  • Manter o pagamento regular em todas as vias (federais, estaduais ou municipais).
  • Acompanhar o avanço do PL 6886/2010 através dos canais do Congresso.
  • Utilizar tags de pagamento automático para evitar multas por evasão no sistema eletrônico.
  • Informar-se sobre possíveis benefícios específicos em rodovias estaduais restritas.

Quais as perspectivas para a aprovação definitiva da gratuidade?

Para que a isenção se torne uma realidade prática, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal e receber a sanção da Presidência da República. Especialistas apontam que o grande desafio é definir como as concessionárias serão compensadas pela perda de receita sem elevar as tarifas para os demais motoristas.

Até que esse processo legislativo seja concluído e a lei seja sancionada e publicada, a cobrança permanece obrigatória para todos os condutores. O debate continua focado na viabilidade econômica e social desta política, mantendo o tema como uma das pautas prioritárias da defesa dos direitos da pessoa idosa no Brasil.

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