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Início Justiça

Decisão de André Mendonça vai impactar o caso Master e amplia poder da Polícia Federal

Por Junior Melo
20/fev/2026
Em Justiça
Decisão de André Mendonça vai impactar o caso Master e amplia poder da Polícia Federal

André Mendonça - Foto: © Carlos Moura/SCO/STF

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O caso Master, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), ganhou novo rumo com decisão do ministro André Mendonça, que redefiniu a atuação da Polícia Federal (PF) sobre o material apreendido e ajustou regras de acesso, sigilo e uso das informações.

O que muda na atuação da Polícia Federal no caso Master?

A nova decisão autoriza para que a PF siga seu fluxo ordinário de trabalho pericial em relação ao material apreendido, realizando extrações, indexações e análises técnicas segundo critérios internos, sem necessidade de aval pontual para cada etapa.

Após a conclusão das extrações e exames necessários, Mendonça permitiu que haja custódia integral dos bens apreendidos nos depósitos da própria PF, reduzindo deslocamentos, dificuldades logísticas e riscos na cadeia de custódia, o que aumenta a segurança jurídica das provas.

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Por que a decisão é vista como um empoderamento da PF?

Fala-se em “empoderar a PF” porque a decisão remove amarras operacionais, devolvendo maior autonomia técnica à corporação e reforçando seu protagonismo na produção de provas, embora dentro de limites claros de controle e responsabilidade institucional.

O acesso às informações fica restrito a autoridades e agentes com necessidade concreta de conhecer os dados, o que, em tese, reduz o risco de uso indevido, inclusive para fins político-partidários ou de interesse midiático desvinculados da finalidade processual:

  • A PF mantém o fluxo normal de perícia e análise de dados;
  • Os depósitos da PF passam a abrigar a custódia integral dos bens apreendidos;
  • O acesso ao conteúdo é reservado apenas a quem precisar dos dados para atuar no caso;
  • Há vedação expressa ao uso político ou midiático das informações sigilosas.

Como ficam o sigilo das informações e a abertura de novas investigações?

A decisão estabelece um regime reforçado de sigilo, vedando o uso indevido das provas para fins alheios ao processo, como disputas políticas ou pautas de comunicação, enquanto mantém liberdade técnica da PF para analisar o acervo dentro das investigações já autorizadas.

Qualquer nova linha de apuração baseada nesse material deve ser previamente requerida ao relator do STF, com pedido expresso e fundamentado, que será analisado caso a caso antes da eventual instauração de novo inquérito ou investigação correlata.

Como funciona o controle do STF sobre a expansão do caso Master?

Esse modelo combina autonomia técnica da PF com centralização decisória no STF, que passa a autorizar previamente a abertura de novas frentes, evitando expansão descontrolada do caso e garantindo supervisão judicial contínua sobre o uso das provas.

Na prática, a PF identifica possíveis fatos novos relevantes nas provas, formula pedido ao relator, e somente após autorização expressa poderá iniciar novo inquérito, o que busca coibir “pescarias probatórias” e delimitar com precisão o escopo das investigações.

Quais impactos a decisão pode ter nas grandes operações policiais?

A decisão tende a acelerar etapas internas da investigação, ao alinhar o caso Master aos procedimentos usuais de grandes inquéritos, facilitar o manuseio de grandes volumes de dados e conferir maior previsibilidade operacional à PF em casos complexos.

Ao mesmo tempo, o reforço ao sigilo, a vedação ao uso político das provas e o controle do STF sobre novas apurações apontam para um modelo que busca equilibrar eficiência investigativa, proteção contra vazamentos e maior segurança jurídica em grandes operações.

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