A adoção do eSIM no Brasil vem mudando de forma acelerada a forma como as pessoas se conectam à rede móvel. Em vez do antigo chip físico, as principais operadoras passaram a oferecer um cartão virtual integrado ao próprio aparelho, acompanhando a digitalização de serviços no país e impactando usuários de planos pós-pagos, pré-pagos e controle.
O que é eSIM e por que ele está ganhando espaço no Brasil?
O eSIM, sigla para Embedded SIM, é um chip digital soldado na placa de dispositivos como smartphones, tablets e relógios inteligentes. Em vez de inserir um cartão físico, a linha telefônica é gravada por meio de um perfil enviado pela operadora diretamente ao módulo interno.
O aparelho pode armazenar diversos perfis de operadoras e permite alternar entre eles sem trocar nada manualmente. Isso abre espaço para dispositivos menores, dificulta a remoção não autorizada do chip e agiliza bloqueios em caso de perda, dano, furto ou roubo.
Como funciona a ativação do eSIM?
Para entender como funciona o eSIM, é preciso observar o fluxo de ativação no aparelho compatível. Em geral, a pessoa contrata um plano com a operadora e recebe um QR Code, um código de ativação ou acessa uma opção direta no aplicativo da empresa para baixar o perfil da linha.
Nos sistemas mais recentes, como versões atuais do iOS e Android, o caminho passa por menus como “Celular”, “Rede móvel” ou “Gerenciar eSIM”. A partir daí, alguns procedimentos são comuns e tornam o processo mais simples e rápido para o usuário:
- Leitura de QR Code fornecido pela operadora;
- Digitação manual de um código de ativação;
- Importação da linha de um aparelho antigo para um novo;
- Escolha de qual SIM será usado para dados, ligações e SMS.
Como as operadoras brasileiras oferecem planos com eSIM?
As grandes operadoras passaram a tratar o chip virtual como parte estratégica de seus serviços. Em linhas gerais, Claro, TIM e Vivo disponibilizam eSIM para boa parte dos planos, com etapas que variam conforme a política de cada empresa e o tipo de contrato.
Algumas operadoras permitem a migração do chip físico para o eSIM diretamente em aplicativos próprios, enquanto outras exigem contato com canais específicos ou ida a pontos de venda. Em relógios inteligentes, a ativação depende de parceria entre fabricante e operadora para que o dispositivo compartilhe ou tenha um plano próprio.
Com mais de 52 mil visualizações, o vídeo do canal PC Dicas mostra como funciona e apresenta as vantagens e desvantagens desse modelo:
Quais são os principais benefícios do eSIM para o usuário?
Entre as vantagens frequentemente associadas ao eSIM no Brasil estão a praticidade, a segurança e a flexibilidade na gestão de linhas. A eliminação do chip físico reduz riscos de perda do cartão, mau contato na bandeja e danos durante trocas de aparelho.
A possibilidade de ter múltiplos perfis no mesmo dispositivo beneficia quem viaja e precisa de planos locais de dados, sem deixar de usar o número brasileiro. Em casos de furto ou extravio, a remoção física é dificultada, e bloqueios remotos combinados com recursos de fabricantes e operadoras tornam o controle da linha mais eficiente.
Qual é o futuro do eSIM e da conectividade móvel no Brasil?
A tendência é que o eSIM deixe de ser exclusivo de modelos caros e chegue a faixas de preço variadas, incluindo aparelhos de entrada. Assim, usuários de planos pré-pagos, controle e pós-pagos tendem a adotar a tecnologia em ritmo crescente.
A expansão para notebooks conectados e dispositivos de internet das coisas deve consolidar o eSIM como peça central da conectividade. Ao mesmo tempo, a digitalização exige mais segurança, verificação de identidade e proteção de dados, influenciando diretamente o ritmo e a confiança na adoção pelos consumidores.