A canela, bastante conhecida pelo aroma marcante e pelo uso em receitas doces e salgadas, vem ganhando espaço nas pesquisas científicas por seu possível papel no controle da glicemia e na redução de riscos ligados ao diabetes tipo 2 e a problemas cardiovasculares.
Canela é realmente aliada no controle do diabetes tipo 2?
A revisão publicada no periódico Frontiers in Nutrition reuniu dezenas de estudos clínicos com pessoas com diabetes tipo 2, síndrome metabólica e outros distúrbios metabólicos. Esses quadros costumam envolver glicemia elevada, alterações de gorduras no sangue, hipertensão e excesso de gordura abdominal.
Os pesquisadores concluíram que a canela pode ajudar no controle glicêmico em pessoas com risco aumentado ou já diagnosticadas com diabetes tipo 2. No entanto, o efeito é complementar e depende de um contexto de hábitos saudáveis, não devendo substituir medicamentos ou acompanhamento profissional.
Como a canela ajuda na sensibilidade à insulina e na glicemia?
Um dos mecanismos descritos envolve compostos bioativos, como polifenóis, capazes de melhorar a sensibilidade das células à insulina e facilitar a entrada de glicose nos tecidos. Substâncias da canela favorecem a ativação do transportador GLUT-4, que auxilia a captação de glicose pela musculatura.
Há relatos de que a canela retarda o esvaziamento gástrico, o que pode reduzir picos glicêmicos logo após as refeições. Essas ações contribuem para um perfil de glicose mais estável ao longo do dia, aspecto importante tanto na prevenção quanto no manejo do diabetes tipo 2.
Como a canela atua na saúde do coração e do metabolismo?
Além do controle da glicemia, a canela pode exercer papel complementar na proteção cardiovascular. Estudos sugerem que a especiaria interfere na absorção intestinal de colesterol, gerando reduções modestas, porém consistentes, de colesterol total e LDL em alguns grupos.
Também foram observadas quedas em triglicérides, gorduras associadas à síndrome metabólica e às doenças do coração. Há ainda indícios discretos de efeito na saciedade e no controle de peso, reforçando o interesse em incluir a canela dentro de um padrão alimentar equilibrado. Veja detalhes sobre os benefícios no vídeo divulgado pelo Dr Dayan Siebra:
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Quais são os principais tipos de canela e suas formas de uso culinário?
A canela é obtida de árvores do gênero Cinnamomum, originárias da Ásia, a partir da camada interna dos galhos responsável pela condução de nutrientes e produção de óleos aromáticos. As variedades mais populares são a canela-do-Sri-Lanka (Cinnamomum zeylanicum) e a canela-da-china (Cinnamomum cassia), comercializadas em pau ou em pó.
No dia a dia, a canela aparece em diversas preparações doces, salgadas e em bebidas, podendo inclusive ajudar a reduzir a necessidade de açúcar ao realçar o sabor. A seguir, alguns exemplos práticos de uso da canela na culinária:
- Em doces: bolos, curau, mingaus, frutas cozidas ou in natura.
- Em bebidas: café, cappuccino, chás e drinks não alcoólicos.
- Em pratos salgados: misturas de temperos como curry e pimenta síria.
- Em preparações principais: carnes, pescados, molhos e arroz temperado.
Quais os cuidados ao consumir a especiaria?
A canela é considerada segura em pequenas quantidades, mas o excesso, sobretudo da canela-da-china, pode causar toxicidade hepática devido à cumarina. Por isso, profissionais de saúde recomendam moderação no uso diário e cautela com suplementos ou extratos concentrados.
Uma orientação comum é limitar o consumo a cerca de 2 gramas por dia (aproximadamente uma colher de café rasa de canela em pó). Gestantes e pessoas com doença hepática devem discutir o uso com o profissional de saúde, lembrando que a canela atua apenas como recurso adicional dentro de um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, atividade física, manejo do estresse e sono adequado.