Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do chamado caso Master foi marcada por uma movimentação de última hora, que incluiu um despacho sigiloso e o desmembramento de documentos às vésperas da redistribuição do processo.
Qual foi a última decisão de Dias Toffoli no caso Master?
No despacho final antes de deixar o caso, Dias Toffoli determinou a retirada de dois documentos do processo principal do Master em tramitação no STF. Esses materiais foram desmembrados e transformados em novos processos autônomos, com numeração e rito próprios dentro da Corte.
A decisão foi tomada em caráter sigiloso, restringindo o acesso ao conteúdo dessas peças e às razões detalhadas da medida. Ao criar esses novos procedimentos, o ministro aplicou a lógica de prevenção, segundo a qual o magistrado que primeiro atua em determinado tema permanece responsável por casos diretamente relacionados. As informações são do portal Metrópoles.
Como a prevenção mantém Toffoli em parte do caso Master?
Com base na prevenção, o próprio Toffoli se declarou relator dos dois novos processos, mesmo já se preparando para deixar a relatoria do caso Master principal. Na prática, isso mantém sob sua responsabilidade partes específicas da investigação ou de questões conexas, enquanto o núcleo do caso segue outro fluxo.
O desmembramento é uma ferramenta comum em processos complexos, sobretudo quando há múltiplos fatos, personagens ou frentes de apuração. Assim, o ex-relator permanece com fatias sensíveis do caso, enquanto o eixo central passa a um novo ministro, influenciando a dinâmica interna do STF.
Como o caso Master está fragmentado hoje no STF?
Com o avanço das investigações, o caso Master deixou de existir como um único procedimento e passou a se desdobrar em diferentes frentes no Supremo. Diversos processos derivados tramitam de forma independente, alguns sob sigilo, o que dificulta a visualização externa do quadro completo.
Informações disponíveis indicam que vários desses processos correlatos continuam na estrutura do STF, mas não está claro se todos foram formalmente transferidos à relatoria do ministro André Mendonça, novo relator do caso principal. Em cenários assim, parte das ações pode ficar com o novo relator e outra parte com ministros que atuaram em desdobramentos específicos.
Quais são os próximos passos possíveis para o caso Master?
A partir da saída de Dias Toffoli da relatoria, o foco recai sobre os próximos passos de André Mendonça e sobre o tratamento que o plenário do STF dará às diversas ramificações do caso Master. As decisões futuras podem ajustar o grau de sigilo, o ritmo dos julgamentos e a coordenação entre os diferentes processos.
Entre as possibilidades em discussão no meio jurídico e político, destacam-se alguns caminhos que podem redefinir o mapa processual do caso e sua transparência perante a sociedade:
- Consolidação da relatoria de André Mendonça sobre o eixo principal do caso Master.
- Definição do destino dos processos derivados ainda sem relator claramente estabelecido.
- Eventual revisão de sigilos, alterando o nível de publicidade sobre o conteúdo dos autos.
- Organização de julgamentos em plenário ou nas turmas, conforme o tipo de processo e a matéria envolvida.