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Empresário gasta todo o dinheiro em Porsche com R$ 18 milhões após erro bancário e pode pegar 11 anos de prisão 

Por Guilherme Silva
16/fev/2026
Em Geral
Porsche de luxo e saldo milionário sob luzes de alerta policial

Porsche de luxo e saldo milionário sob luzes de alerta policial

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Um empresário de Goiânia tornou-se alvo de uma investigação policial após receber, por equívoco, um crédito de R$ 18,6 milhões em sua conta bancária. Em vez de comunicar a falha à instituição, o homem utilizou parte do montante para adquirir um veículo de luxo e realizar transferências para familiares, o que resultou em um inquérito por crimes que podem somar onze anos de prisão.

Como ocorreu o erro milionário no sistema bancário?

A falha sistêmica aconteceu entre os dias 26 e 27 de dezembro, originada no processo de conciliação de vendas com cartão do Banco Safra. O erro creditou valores astronômicos nas contas de diversos clientes; no caso do dono de restaurante em Goiás, o saldo saltou de apenas R$ 27 mil para mais de dezoito milhões de reais em poucas horas.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, não havia lastro financeiro na empresa que justificasse movimentações dessa magnitude. A rapidez com que os valores foram pulverizados chamou a atenção das autoridades, uma vez que o empresário realizou cinco transferências vultosas em um intervalo de apenas dezessete minutos após o crédito indevido.

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MARTELO DA JUSTIÇA E DINHEIRO EM CIMA DA MESA
Martelo da Justiça e dinheiro em cima da mesa

O que o cliente fez com o dinheiro recebido por engano?

Ao notar a cifra milionária, o investigado transferiu mais de R$ 1,1 milhão para contas pessoais, de seu pai e de terceiros. O movimento mais controverso foi a utilização de R$ 280 mil para a compra imediata de um Porsche, registrado em nome de uma amiga, o que a polícia interpreta como uma tentativa de ocultação de patrimônio.

Embora o Banco Safra tenha conseguido bloquear a maior parte das operações assim que detectou a inconsistência, o pagamento do automóvel não pôde ser revertido de forma automática. Para entender como cada movimentação impactou o processo e a gravidade das penas envolvidas, analise o resumo técnico das operações abaixo:

⚖️ Resumo técnico: análise de operações e penas

Monitoramento de movimentações financeiras, ativos e inquéritos em andamento
Transferências diversas
R$ 1,1 milhão
Bloqueadas / Em análise
Compra de Porsche
R$ 280 mil
Veículo apreendido
Depósito total por erro
R$ 18,6 milhões
Estornado pelo banco
Pena máxima estimada Até onze anos de reclusão
INQUÉRITO EM ANDAMENTO
Nota jurídica: A tipificação baseia-se na apropriação de coisa havida por erro (Art. 169 CP) e possível lavagem de ativos, sujeitando os envolvidos à restituição integral conforme o Art. 884 do Código Civil.

Quais crimes o empresário responde perante a Justiça?

A Polícia Civil de Goiás indiciou o empresário por apropriação de coisa havida por erro (Art. 169 do Código Penal), lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O pai e a amiga do investigado também foram indiciados por falsidade ideológica, devido à participação na logística de movimentação e registro dos bens adquiridos com o dinheiro alheio.

A defesa alega que o cliente sofreu um “equívoco jurídico” e que ele acreditava tratar-se de valores referentes à venda de parte de seu restaurante. Entretanto, os investigadores apontam que o valor esperado pelo negócio (entre R$ 660 mil e R$ 1,4 milhão) é muito inferior aos R$ dezoito milhões creditados, o que enfraquece a tese de confusão espontânea.

Martelo da Justiça e símbolo do Pix em cima da mesa
Martelo da Justiça e símbolo do Pix em cima da mesa

Quais são as consequências de não devolver valores recebidos por erro?

A legislação brasileira é clara: receber um valor indevido e agir para integrá-lo ao patrimônio pessoal, sabendo do erro, configura crime. Em 2026, com o rastreamento digital avançado, as chances de retenção bem-sucedida de grandes quantias são nulas, resultando quase sempre em processos criminais e bloqueios de bens.

Para garantir que a integridade do correntista seja mantida e evitar complicações com o Poder Judiciário em situações similares, observe as recomendações de conduta ética abaixo:

  • Notificar a instituição bancária imediatamente por canais oficiais de atendimento.
  • Não realizar nenhuma transferência ou pagamento utilizando o saldo excedente.
  • Registrar um Boletim de Ocorrência preventivo para documentar a boa-fé na devolução.

Qual a situação atual do veículo e do processo em 2026?

Atualmente, o Porsche permanece sob custódia judicial, podendo ir a leilão caso o empresário seja condenado definitivamente. O mérito da questão penal ainda tramita nos tribunais goianos, onde se discute se houve dolo (intenção de cometer o crime) ou se o réu de fato acreditava na legitimidade da origem do dinheiro.

Este caso serve como um alerta rigoroso para correntistas e empresários em todo o Brasil. O uso indevido de recursos provenientes de falhas bancárias não é uma “sorte”, mas um gatilho para investigações de lavagem de dinheiro que podem destruir reputações e resultar em longas penas de reclusão.

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