A travessia entre Guaratuba e Matinhos, no litoral do Paraná, vive uma fase de transição: após décadas dependendo de balsas, a região passa a contar com uma ponte de grande porte sobre a Baía de Guaratuba, com entrega prevista para abril de 2026 e investimento de R$ 386,9 milhões, redesenhando a mobilidade, o turismo e o transporte de cargas no litoral paranaense.
O que muda na travessia com a Ponte de Guaratuba?
A Ponte de Guaratuba substitui o sistema de balsas por um corredor viário permanente, com quatro faixas de rolamento, além de espaços segregados para pedestres e ciclistas. A travessia deixa de ser uma etapa isolada e passa a integrar o fluxo contínuo da rodovia, reduzindo esperas e tornando o deslocamento mais previsível.
A operação será 24 horas por dia, com iluminação e sinalização projetadas para segurança em condições adversas, como chuva e feriados prolongados. Isso tende a diminuir filas históricas na alta temporada e garantir regularidade para quem usa a rota diariamente para trabalho, estudo ou serviços.
Como está o andamento da obra da Ponte de Guaratuba em 2025 e 2026?
Em 2025, a obra avançou com a conclusão quase total das fundações profundas e a instalação das estacas que sustentam os pilares ao longo dos 1,24 mil metros da ponte. Com a base consolidada, iniciou-se a montagem dos vãos e do tabuleiro, incluindo o sistema estaiado que permite vencer os trechos mais largos da baía.
Em fevereiro de 2026, a construção alcançou 91% de execução, com 284 dos 320 metros do trecho estaiado concluídos, 160 vigas longarinas lançadas e início dos acabamentos, como pavimentação, ciclovia, barreiras de concreto, guarda-corpos e iluminação pública nos acessos e no tabuleiro.
Confira abaixo imagens do estado atual das obras na ponte divulgadas no Instagram oficial do Governo do Paraná, que já soma mais de 651 mil seguidores:
Quais são os impactos da Ponte de Guaratuba na mobilidade do litoral?
A ligação fixa entre Matinhos e Guaratuba reorganiza o deslocamento cotidiano, reduz o tempo de viagem e dá mais previsibilidade para moradores e visitantes. Também diminui o risco de interrupções por mau tempo e torna o fluxo menos concentrado em horários de balsa, aliviando congestionamentos.
Os principais efeitos na mobilidade podem ser observados em diferentes perfis de usuários, que passam a contar com uma conexão mais rápida e estável ao longo do ano:
- Deslocamento diário: mais facilidade para acessar trabalho, escola e serviços em cidades vizinhas.
- Transporte de cargas: rota regular para caminhões, com menos atrasos e paradas obrigatórias.
- Integração regional: conexão contínua entre Guaratuba, Matinhos e demais municípios do litoral.
- Turismo: viagens de fim de semana e passeios de um dia favorecidos por uma travessia mais rápida.
De que forma a Ponte de Guaratuba influencia a economia local?
Na fase de obras, a ponte movimenta construção civil, hospedagem, alimentação e serviços de apoio, com contratação de mão de obra e fornecimento de materiais por empresas da região. Esse ciclo gera empregos diretos e indiretos e injeta recursos especialmente nos bairros próximos aos acessos.
Com a inauguração, a melhoria da mobilidade tende a valorizar imóveis, atrair novos investimentos em turismo, comércio e logística e tornar o corredor rodoviário litorâneo mais competitivo frente a outros destinos brasileiros.
As balsas deixarão de operar após a abertura da Ponte de Guaratuba?
A ponte foi projetada para assumir praticamente todo o fluxo rotineiro de veículos, pedestres e ciclistas, tornando o uso de balsas desnecessário na escala atual. A expectativa é que a travessia principal passe a ser feita pela ponte, com as balsas, se mantidas, atuando apenas de forma complementar ou excepcional.
Decisões sobre eventual serviço residual de embarcações e sobre possível cobrança, como pedágio ou integração a concessões rodoviárias, dependem de definições futuras do poder público, enquanto a prioridade segue sendo concluir a obra e adequar os acessos viários para a operação plena a partir de abril de 2026.