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Início Justiça

Fachin convoca ministros em reunião para mostrar relatório da PF que envolve Toffoli

Por Junior Melo
12/fev/2026
Em Justiça
Fachin convoca ministros em reunião para mostrar relatório da PF que envolve Toffoli

Edson Fachin - Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil/Wikimedia Commons Comissão analisa indicação de Luiz Edson Fachin para exercer o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga decorrente da aposentadoria do ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes. Em pronunciamento, advogado Luiz Edson Fachin. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu reunir nesta quinta-feira (12/2) ministros da Corte para tratar do relatório da Polícia Federal (PF) sobre o celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que faz referências ao ministro Dias Toffoli e pode impactar a relatoria do chamado “caso Master”.

Por que o relatório da PF que cita Toffoli mobiliza o Supremo?

O relatório entregue pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a Edson Fachin, detalha dados do celular de Daniel Vorcaro, obtidos na Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes financeiras bilionárias ligadas ao Banco Master. Entre mensagens e registros analisados, surgem referências ao ministro Dias Toffoli, relator do inquérito sobre o caso.

Ao receber o documento, Fachin convocou reunião interna no STF e enviou o material à Procuradoria-Geral da República (PGR). A remessa à PGR é vista como etapa central, pois caberá ao órgão avaliar se há fundamento para medidas adicionais, inclusive eventual questionamento sobre a atuação de Toffoli. A reunião busca também dar transparência interna e evitar que o tema circule apenas nos bastidores. As informações são do g1.

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Como a reunião de Fachin busca gerir a crise institucional no STF?

A reunião marcada para quinta-feira (12/2) será o momento em que Fachin apresentará oficialmente o material aos colegas e informará a resposta enviada por Toffoli. Trata-se de uma tentativa de registrar institucionalmente o episódio e de compartilhar, de forma organizada, as informações sensíveis com todos os ministros.

Nesse contexto, o encontro é visto como marco na gestão de crises dentro do Supremo, sinalizando preocupação com a preservação da imagem da Corte e com a prevenção de conflitos de interesse. A iniciativa também permite que eventuais medidas sejam debatidas de forma colegiada, e não apenas conduzidas pelo relator ou pela presidência.

O que disse Dias Toffoli sobre o caso Master?

Diante da divulgação de trechos do relatório, o gabinete de Dias Toffoli divulgou inicialmente nota em que classificou as referências ao seu nome como “ilações” e rejeitou qualquer motivo para alegar suspeição no caso Master. Suspeição, nesse contexto, significaria o afastamento do ministro da relatoria do inquérito sobre as fraudes ligadas ao Banco Master.

Em nova manifestação, Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt, responsável pela venda do resort Tayayá, no Paraná, para fundos ligados ao Banco Master. Ele afirmou não manter amizade com Daniel Vorcaro, negou ter recebido pagamentos do banqueiro e sustentou, em resposta encaminhada a Fachin, não enxergar conflito de interesses para permanecer na relatoria.

Quais são os principais pontos da posição pública de Dias Toffoli?

Para organizar a compreensão da defesa apresentada pelo ministro, seus argumentos vêm sendo resumidos por interlocutores em alguns tópicos centrais. Esses pontos ajudam a esclarecer o tipo de vínculo econômico e pessoal que Toffoli reconhece ter em relação aos fatos investigados e ao banqueiro Daniel Vorcaro:

  • Reconhecimento societário: admite participação na empresa Maridt.
  • Operação comercial: confirma a venda do resort Tayayá para fundos ligados ao Banco Master.
  • Relação pessoal: nega amizade ou proximidade com Daniel Vorcaro.
  • Vínculos financeiros: nega ter recebido qualquer pagamento do banqueiro.
  • Atuação no processo: afirma não ver motivo jurídico para se declarar suspeito.

Quais são os próximos passos da PGR e do STF?

A PGR analisará o relatório da PF encaminhado por Fachin e a representação apresentada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pede a suspeição de Toffoli. Dessa avaliação podem resultar pedidos formais ao Supremo, como diligências adicionais, investigações complementares ou questionamentos sobre a permanência do ministro na relatoria.

No STF, caberá ao plenário, se provocado, discutir eventual afastamento de Toffoli do caso Master e eventual redistribuição da relatoria. Paralelamente, a PF deve prosseguir com a Operação Compliance Zero, enquanto a forma como STF e PGR lidarem com o episódio tende a influenciar a percepção pública sobre transparência, controle interno e prevenção de conflitos de interesse no topo do Judiciário.

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