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Alisante capilar usado em salões é recolhido pela Anvisa por irregularidade

Por Guilherme Silva
09/fev/2026
Em Geral
Agentes da Anvisa retirando produtos da prateleira

Agentes da Anvisa retirando produtos da prateleira

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou o ano de 2026 reforçando a fiscalização no setor de cosméticos. Em resolução publicada no Diário Oficial da União no dia 8 de janeiro, o órgão determinou o recolhimento, a suspensão da comercialização e a proibição do uso do alisante capilar “My Horizon Brazilian Protein Robson Peluquero”. A medida visa proteger a saúde dos consumidores e profissionais de salões de beleza contra produtos que não passaram pelos crivos de segurança exigidos por lei.

Por que o produto foi considerado irregular pela agência?

A suspensão ocorreu devido a um erro grave de classificação regulatória. O produto estava apenas “notificado” na Anvisa, um processo simplificado destinado a cosméticos de baixo risco (Grau 1), como xampus e condicionadores comuns. No entanto, por se tratar de um alisante capilar, que modifica a estrutura química do fio, ele é classificado como produto de Grau 2.

Isso significa que o fabricante, a EMCS Indústria Ltda, deveria ter submetido o produto ao processo de “registro”, que exige testes mais complexos de segurança e eficácia antes de chegar ao mercado. Ao pular essa etapa, o produto foi considerado clandestino sob a ótica sanitária.

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Anvisa age e determina recolhimento de Whey que não passou nos testes oficiais
Anvisa age e determina recolhimento

Qual é o item exato que deve ser retirado dos salões?

A medida atinge especificamente a marca Robson Peluquero, conhecida no segmento profissional. Cabeleireiros e distribuidores devem estar atentos para não utilizarem o estoque remanescente, pois a ordem de recolhimento é mandatória.

Confira na tabela os detalhes do produto alvo da fiscalização:

Detalhes do produto alvo da fiscalização
Informações sobre a suspensão e irregularidade técnica
Nome do produto
My Horizon Brazilian Protein Robson Peluquero
Fabricante
EMCS Indústria Ltda.
Status legal
Venda suspensa
Motivo da ação
Falta de registro sanitário. O item foi notificado indevidamente como Grau 1, embora suas características exijam registro como produto de Grau 2 pela ANVISA.
Determinação baseada nas normas técnicas da vigilância sanitária nacional.

Qual o risco de usar alisantes sem registro adequado?

A exigência de registro para alisantes não é mera burocracia. Produtos que alteram a forma do cabelo utilizam substâncias químicas potentes que, se não testadas e controladas, podem causar danos severos. A notificação simples não garante que a fórmula seja segura ou que respeite os limites de pH e toxicidade.

Sem a análise prévia da Anvisa, não há garantia de que o alisante não contenha substâncias proibidas, como formol em concentrações cancerígenas, ou ácidos corrosivos que podem causar queimaduras químicas no couro cabeludo e até cegueira se entrarem em contato com os olhos.

Anvisa recolhe produto
Anvisa recolhe alisante capilar no mercado

Quais danos à saúde podem ocorrer?

A utilização de cosméticos irregulares, especialmente aqueles destinados à transformação capilar, expõe tanto o cliente quanto o profissional que aplica o produto a riscos imediatos e de longo prazo. A falta de testes de segurança abre margem para reações adversas graves.

Os principais problemas de saúde associados ao uso de alisantes sem registro incluem:

  • Queimaduras Químicas: Lesões no couro cabeludo, orelhas e pescoço devido à acidez descontrolada.
  • Queda Capilar (Corte Químico): Quebra severa dos fios e alopecia por incompatibilidade ou excesso de química.
  • Reações Respiratórias: Intoxicação por inalação de vapores tóxicos durante o processo de pranchar o cabelo.
  • Irritação Ocular: Vermelhidão, lacrimejamento e risco de lesão na córnea.

O que fazer caso tenha adquirido o produto?

A orientação para consumidores e profissionais de beleza é interromper o uso do “My Horizon Brazilian Protein” imediatamente. O produto deve ser separado e não pode ser descartado em lixo comum ou rede de esgoto sem orientação, para evitar contaminação ambiental.

Quem possui o item em estoque deve entrar em contato com o fabricante EMCS Indústria Ltda para solicitar o recolhimento. Caso encontre o produto sendo comercializado ou utilizado em salões de beleza, o cidadão pode realizar uma denúncia anônima à Vigilância Sanitária local, contribuindo para a retirada desses itens perigosos de circulação.

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