A reestruturação física do Santander atinge em cheio a capital baiana com o encerramento definitivo de unidades estratégicas em bairros nobres e empresariais. A medida força a migração digital de milhares de correntistas e gera filas extensas nas agências remanescentes que absorveram a demanda reprimida.
Por que a transformação digital motivou o corte abrupto de unidades do Santander?
A decisão segue uma diretriz nacional de otimização de custos, onde a manutenção de grandes estruturas físicas tornou-se obsoleta frente à eficiência dos canais online. Mesmo registrando lucros bilionários, a instituição optou por reduzir despesas operacionais, fechando cerca de 558 agências em todo o país para focar na rentabilidade digital.
O movimento ignora a preferência de parte da clientela pelo contato humano, priorizando a automação de serviços básicos. A justificativa corporativa aponta para uma mudança comportamental do consumidor, embora protestos de sindicatos e clientes indiquem que a transição foi mais rápida do que a capacidade de adaptação do público local.
Quais endereços corporativos e residenciais deixaram de operar pelo Santander?
O “passaralho” atingiu pontos nevrálgicos da economia soteropolitana, fechando portas em avenidas de alto fluxo financeiro. A desativação dessas unidades impactou desde grandes empresas sediadas no Caminho das Árvores até moradores tradicionais da orla, que perderam suas referências bancárias de anos.
As principais unidades que encerraram as atividades em Salvador incluem:
- Agência Trade Center: Localizada na Av. Tancredo Neves, atendia centenas de contas corporativas que agora ficaram órfãs de gerente presencial na região.
- Agência Barra: O fechamento desta unidade histórica afetou milhares de residentes e turistas, forçando o deslocamento para bairros distantes.
- Agência Alphaville: Alvo de protestos intensos, o encerramento desta unidade deixou uma lacuna de atendimento em uma das áreas de maior poder aquisitivo da cidade.
Como o redirecionamento de contas afeta a rotina bancária local?
A transferência automática de clientes para agências “vizinhas” criou um gargalo operacional imediato nas unidades receptoras. Estima-se que cada agência fechada deixou entre cinco a dez mil clientes desassistidos, que agora superlotam os saguões de locais que não receberam reforço proporcional de equipe.
O novo mapa de atendimento forçado desenha-se da seguinte maneira:
O encerramento de atividades atinge cidades da região metropolitana?
Apesar do corte agressivo em Salvador por parte do Santander, a estratégia de fechamento não se estendeu, por enquanto, aos municípios vizinhos de grande porte. Cidades como Lauro de Freitas e Camaçari mantêm suas estruturas operacionais funcionando normalmente, servindo inclusive como escape para soteropolitanos que trabalham nessas regiões.
A preservação dessas unidades deve-se, em parte, à menor densidade bancária nessas cidades em comparação à capital. Enquanto Salvador possuía agências próximas umas das outras, permitindo fusões, a remoção de uma unidade na região metropolitana poderia significar o abandono total de uma praça estratégica.
Qual a alternativa segura para quem depende de atendimento presencial?
Para serviços que exigem obrigatoriamente a presença física, como prova de vida ou saques de alto valor, a recomendação é buscar agências em bairros adjacentes menos congestionados, como a Graça. O uso de caixas eletrônicos da rede Banco24Horas também surge como opção paliativa para evitar as filas das unidades próprias.
A tendência é que o atendimento humano se torne cada vez mais exclusivo e escasso. O correntista deve preparar-se para resolver a maioria das pendências via WhatsApp ou aplicativo, reservando a ida ao banco apenas para situações de extrema necessidade ou falha tecnológica.