Novos documentos oficiais divulgados em 2026 reacenderam o interesse mundial no caso Epstein, detalhando os momentos finais do empresário Jeffrey Epstein, condenado por abuso e tráfico sexual, encontrado morto em sua cela em agosto de 2019, em Nova York.
O que revelam os novos documentos sobre a morte de Jeffrey Epstein?
Os arquivos do Departamento de Justiça dos EUA e do BOP descrevem, passo a passo, a manhã de 10 de agosto de 2019. Epstein foi encontrado sem vida às 6h33 em uma cela que, embora destinada a dois detentos, abrigava apenas ele naquele momento.
Os relatórios mostram que o sistema interno registrava erroneamente três presos na cela, enquanto seu colega havia sido transferido no dia anterior. A inconsistência virou ponto central na análise das falhas administrativas e do controle de ocupação do Centro Correcional Metropolitano de Nova York.
Quais foram os principais achados da autópsia no caso Epstein?
A autópsia de Jeffrey Epstein registrou marcas de ligadura no pescoço, hemorragia ocular e fraturas na região cervical e no ombro esquerdo. Esses achados geraram leituras divergentes sobre a dinâmica da morte e alimentaram hipóteses de estrangulamento.
A família contratou um patologista particular, que levantou dúvidas sobre as fraturas no pescoço. Porém, relatórios do FBI incluídos no novo pacote de documentos afirmam que os achados periciais são compatíveis com suicídio por enforcamento, sem evidências materiais de homicídio.
Como vídeos e relatórios oficiais sustentam a versão de suicídio?
As autoridades divulgaram cerca de 10 horas de imagens de câmeras de segurança da prisão, além de relatórios internos do BOP. Segundo os documentos, nenhuma pessoa entrou na cela de Epstein no dia de sua morte, o que é usado para reforçar a tese de suicídio.
O material liberado inclui mais de 3 milhões de páginas de documentos, cerca de 2 mil vídeos e aproximadamente 180 mil imagens. Parte do conteúdo foi editada para proteger vítimas, dados sensíveis e investigações ainda em andamento relacionadas à rede de tráfico sexual.
Quais problemas do sistema prisional o caso Epstein expôs?
Uma investigação de fiscalização interna do Departamento de Justiça produziu um relatório de quase 130 páginas sobre a cadeia de eventos na prisão. O documento descreve checagens não realizadas, supervisão falha e erros de registro que fragilizaram o monitoramento de Epstein.
Essas conclusões indicam “múltiplas falhas” do Departamento Federal de Prisões, sem provas de crime na morte. O debate público tende a se deslocar de teorias conspiratórias para questões estruturais, como protocolos de segurança e tratamento de presos de alta repercussão.