A revelação da cantora Maiara sobre o diagnóstico de alopecia androgenética chamou a atenção para uma condição que atinge milhões de pessoas no Brasil em 2026, impactando aparência, rotina e autoestima e exigindo acompanhamento médico contínuo.
O que é alopecia androgenética e por que ela acontece?
A alopecia androgenética feminina e masculina é uma forma de perda de cabelo ligada a fatores genéticos e hormonais. O termo “androgenética” indica justamente essa relação: há predisposição hereditária e resposta alterada a hormônios derivados da testosterona, como a di-hidrotestosterona (DHT).
Nas áreas sensíveis, a DHT leva ao afinamento progressivo dos fios, que ficam mais ralos, curtos e finos. Em homens, o padrão clássico é o recuo da linha frontal e falhas no topo; em mulheres, é mais comum a rarefação difusa no topo e a abertura maior da risca, sem perda completa da linha frontal.
Quais são as causas e fatores de risco da condição?
Embora qualquer pessoa possa desenvolver a condição, ela é mais frequente em quem tem histórico familiar de calvície. Fatores como idade, alterações hormonais, síndrome dos ovários policísticos em mulheres e algumas doenças associadas podem acelerar ou agravar o quadro.
É importante reconhecer sinais iniciais, como afinamento visível, perda de volume e aumento de fios no ralo do banheiro ou na escova, principalmente quando há casos na família. Nesses contextos, o diagnóstico precoce com dermatologista torna-se um ponto central nas orientações médicas. Veja como Maiara explicou a condição (Reprodução/X/@notasefofocas):
Maiara abriu o coração ao falar sobre a alopecia androgenética e mostrou o cabelo natural em recuperação. pic.twitter.com/BMuDazoq0K
— Notas e fofocas (@notasefofocas) February 3, 2026
A alopecia androgenética tem cura ou apenas controle?
A alopecia androgenética é considerada uma doença crônica, ou seja, tende a acompanhar a pessoa ao longo da vida. Não há cura definitiva, mas existe controle: o objetivo é preservar os fios ainda existentes, desacelerar a progressão da perda e, quando possível, recuperar parte da densidade nas áreas comprometidas.
Cabelos já destruídos de forma definitiva não voltam a crescer, por isso o início do tratamento é decisivo. Quanto mais cedo o afinamento é identificado, maiores as chances de manter o volume e evitar falhas evidentes; interromper as terapias costuma levar à retomada da queda e novo afinamento.
Como é feito o tratamento da alopecia androgenética?
O tratamento da alopecia androgenética é individualizado e conduzido por dermatologista, que avalia padrão de perda, histórico de saúde, uso de medicamentos e exames complementares. Não existe “remédio genérico” que sirva para todos os casos, e frequentemente é preciso combinar abordagens.
De forma geral, as estratégias terapêuticas podem envolver diferentes frentes de atuação, que costumam ser associadas para potencializar resultados e manter o controle de longo prazo da doença:
- Bloqueio ou redução da ação hormonal: medicamentos que diminuem a conversão da testosterona em DHT ou reduzem a ação desse hormônio nos folículos sensíveis.
- Estímulo direto ao crescimento dos fios: substâncias que prolongam a fase de crescimento, ajudando a manter o fio mais espesso e por mais tempo no couro cabeludo.
- Cuidado local com o couro cabeludo: loções, tônicos, microagulhamento e procedimentos em consultório, como laser de baixa potência.
- Transplante capilar em casos avançados: transferência de folículos resistentes da região posterior da cabeça para áreas com falhas, sempre associado ao tratamento clínico contínuo.
Quando buscar ajuda médica para queda de cabelo?
Especialistas recomendam procurar um dermatologista diante de sinais como afinamento dos fios, redução de volume em áreas específicas e aumento de fios no travesseiro ou ralo, especialmente com histórico familiar de calvície. Quanto antes a alopecia androgenética é identificada, maiores as chances de preservar o cabelo.
Relatos públicos de artistas como Maiara e Xuxa ajudam a reconhecer a alopecia como condição médica tratável, e não apenas estética. A informação correta permite que homens e mulheres busquem ajuda em estágio inicial, evitando perdas irreversíveis e encarando com mais tranquilidade uma doença que exige cuidado contínuo.