Uma nova resolução da Anvisa, publicada nesta segunda-feira (2/2), determinou a apreensão imediata e a proibição total dos suplementos das marcas Glicojax e Durasil. A agência identificou que ambos os produtos possuem origem desconhecida e utilizam publicidade ilegal para prometer curas milagrosas sem comprovação científica.
Por que o Glicojax foi classificado como risco à saúde pública?
A fiscalização sanitária constatou que o Glicojax operava na clandestinidade, sem nenhum registro de fabricante ou responsável técnico que garantisse a segurança de sua composição. A ausência de rastreabilidade impede que a agência verifique as condições de higiene da produção ou a pureza dos ingredientes.
Além da origem obscura, o produto violava a legislação ao se vender como um remédio disfarçado. A propaganda associava o consumo do suplemento ao controle de doenças crônicas graves, induzindo pacientes ao erro e potencialmente levando ao abandono de tratamentos médicos convencionais prescritos por especialistas.
Quais promessas enganosas motivaram a interdição imediata?
A estratégia de marketing de ambos os produtos baseava-se na exploração da fragilidade de pacientes com dores ou condições metabólicas. A Anvisa proíbe estritamente que alimentos ou suplementos aleguem propriedades terapêuticas que são exclusivas de medicamentos registrados.
Para identificar a fraude e evitar o consumo acidental, observe as principais alegações falsas utilizadas nas embalagens e anúncios desses itens proibidos:
Onde o suplemento Durasil estava sendo comercializado ilegalmente?
Apesar de não possuir fabricante conhecido, o suplemento em gotas Durasil conseguiu penetrar em grandes canais de comércio eletrônico. A investigação apontou que a distribuição ocorria livremente em vitrines digitais populares, expondo milhares de consumidores ao risco de ingerir uma substância não testada.
A medida da Anvisa exige que as plataformas de marketplace atuem ativamente para remover os anúncios e impedir novas ofertas. A venda foi flagrada e agora está expressamente proibida nos seguintes canais monitorados:
- Site Root Brasil: Identificado como um dos canais de divulgação direta do produto irregular.
- Mercado Livre e Shopee: Plataformas de terceiros onde vendedores autônomos distribuíam o estoque clandestino.
- Redes Sociais: A proibição se estende a qualquer publicidade veiculada em mídias sociais que direcione para a compra.
Como o consumidor deve agir caso tenha adquirido esses produtos?
A determinação de apreensão significa que os itens não devem ser consumidos sob nenhuma hipótese, pois não há garantia de que não contenham substâncias tóxicas ou contaminantes. A orientação é suspender o uso imediatamente e guardar a embalagem como prova, caso seja necessário buscar reparação.
A segurança sanitária depende da vigilância constante sobre a procedência do que ingerimos. Para blindar sua saúde contra fórmulas de origem duvidosa no futuro, adote este protocolo de verificação antes de qualquer compra online:
- Consulte o CNPJ: Verifique se o fabricante existe legalmente e possui Autorização de Funcionamento (AFE) na Anvisa.
- Desconfie de Milagres: Suplementos não curam diabetes, câncer ou impotência; promessas desse tipo são o maior indício de fraude.
- Cheque a Rotulagem: Produtos sem endereço físico de fábrica ou SAC funcional são, por definição, clandestinos e perigosos.
Qual a responsabilidade das plataformas de venda após a resolução?
Com a publicação no Diário Oficial Nº 402 e Diário Oficial Nº 406, a responsabilidade pela interrupção das vendas passa a ser compartilhada. Sites que mantiverem anúncios ativos do Glicojax ou Durasil podem ser autuados por infração sanitária, uma vez que a ordem abrange a proibição de divulgação e distribuição em todo o território nacional.
Proteja-se de golpes digitais acompanhando as listas de produtos irregulares e denuncie anúncios ativos desses suplementos diretamente nos canais de ouvidoria da Anvisa.