Um cruzeiro de luxo que percorria os fiordes noruegueses no fim de janeiro registrou um surto de virose que atingiu cerca de 200 passageiros, alterando profundamente a rotina de lazer a bordo e exigindo rígidos protocolos de controle de infecção.
O que aconteceu durante o surto de virose no cruzeiro europeu?
De acordo com relatos de passageiros a jornais do Reino Unido e da Escócia, os primeiros sintomas apareceram logo nos primeiros dias da travessia. Ao longo da viagem, a quantidade de pessoas doentes foi aumentando, o que levou a tripulação a emitir avisos diários sobre o crescimento dos casos e a necessidade de cuidados extras.
O ambiente, inicialmente marcado por atividades turísticas e lazer, passou a ser dominado por protocolos de higiene e orientações de saúde. A principal suspeita foi de gastroenterite viral, que em navios de cruzeiro encontra condições favoráveis para rápida disseminação devido à proximidade entre pessoas e ao uso intenso de áreas comuns.
Quais sintomas indicaram um surto de virose a bordo?
O surto teve como principal suspeita a gastroenterite viral, infecção intestinal que provoca diarreia, náuseas, vômitos, cólicas abdominais e, em alguns casos, febre. Os sintomas relatados pelos passageiros do Balmoral são compatíveis com esse quadro, que costuma se espalhar com facilidade em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas.
Um viajante contou ao jornal The Shetland Times que a tripulação informava diariamente o aumento dos casos, reforçando alertas sobre higiene das mãos e cuidado com o uso de áreas comuns. Outra passageira relatou que o clima no navio mudou de forma significativa, com suspensão do autosserviço nas refeições e desestímulo ao contato próximo entre as pessoas.
Quais medidas foram adotadas para conter a virose no navio?
Com o avanço da virose no cruzeiro, a companhia responsável pelo Balmoral reforçou protocolos de higiene e restringiu parte das atividades oferecidas aos passageiros. A rotina de lazer e convivência foi diretamente afetada, com foco na redução do risco de novas transmissões a bordo por meio de ações em múltiplas frentes.
Entre as mudanças relatadas, destacam-se medidas voltadas à limpeza, à redução do contato entre viajantes e ao isolamento de casos sintomáticos, seguindo recomendações usuais para surtos de gastroenterite em ambientes fechados:
- Suspensão do autosserviço em restaurantes e buffets, com entrega de alimentos apenas por funcionários;
- Retirada de objetos compartilhados, como livros, baralhos e jogos, para diminuir o manuseio coletivo;
- Interrupção de atividades coletivas, incluindo eventos de dança e outras atrações em espaços fechados;
- Intensificação da limpeza de áreas comuns, com foco em superfícies frequentemente tocadas, como corrimãos, mesas e botões de elevador.
Como a virose e o mau tempo afetaram a experiência dos passageiros?
Passageiros com sintomas foram orientados a permanecer em isolamento nas cabines por pelo menos 48 horas, recebendo visitas de enfermagem e monitoramento por telefone. Mesmo após o período de isolamento, alguns relataram cansaço, dor de cabeça e desconforto estomacal, compatíveis com a recuperação da gastroenterite viral.
Além do surto, o navio enfrentou condições climáticas desfavoráveis, que levaram ao cancelamento da parada em Lerwick, nas Ilhas Shetland, em 27 de janeiro, onde os viajantes assistiriam ao festival Up Helly Aa. A combinação de restrições sanitárias e mudanças de rota transformou um roteiro turístico pelos fiordes noruegueses em uma viagem marcada por controle rigoroso de higiene e monitoramento de saúde. Veja imagens do cruzeiro: