Enquanto a maioria das montadoras foca apenas em baterias elétricas, a Hyundai decide trilhar um caminho diferente e bilionário. A gigante sul-coreana acredita que o futuro da mobilidade sustentável, especialmente para substituir o diesel, está nas células de combustível a hidrogênio (FCEV), oferecendo uma alternativa real para quem busca autonomia sem longas recargas.
Por que governos estão proibindo gasolina e diesel?
Governos ao redor do globo estão endurecendo as leis ambientais para forçar a transição energética e reduzir o aquecimento global. A União Europeia, por exemplo, determinou metas agressivas que inviabilizam a venda de carros comuns a combustão a partir de 2035, pressionando a indústria a se reinventar.
Estados Unidos e China também aplicam normas rígidas de emissão zero, criando um cerco legislativo contra os combustíveis fósseis. Nesse cenário, o hidrogênio surge não apenas como opção ecológica, mas como uma necessidade estratégica para veículos pesados e de longa distância onde as baterias elétricas falham.
Quanto a Hyundai vai investir na tecnologia de hidrogênio?
A aposta não é modesta: o grupo Hyundai Motor anunciou um plano global de investimento que ultrapassa a casa dos R$ 400 bilhões em mobilidade futura até a próxima década. Uma fatia generosa desse montante é dedicada exclusivamente ao desenvolvimento do ecossistema de hidrogênio sob a marca “HTWO”.
O objetivo é baratear a produção das células de combustível e expandir a infraestrutura de abastecimento. A empresa entende que, para liderar esse “quarto caminho”, precisa injetar capital massivo agora para colher a liderança de mercado quando a tecnologia se popularizar.
No vídeo a seguir, o criador Mateus Afonso (@eletricarbr), que soma mais de 174,5 mil seguidores, mostra na prática como funciona o abastecimento do Hyundai Nexo, um veículo movido a hidrogênio, detalhando o processo que combina a rapidez do abastecimento convencional com a tecnologia de emissão zero de poluentes:
@eletricarbr ⚡ Olha Como Abastece Esse Carro da Hyundai! ⚡ 💡Pois é! Este não é um conector de combustível convencional nem uma tomada para elétricos. No caso do carro a hidrogênio, como o Hyundai NEXO, o abastecimento é feito com uma espécie de pistola de alta pressão que insere o hidrogênio, usado como combustível 🔋 O hidrogênio é armazenado em tanques no veículo e convertido em energia elétrica para alimentar o motor. Apesar de ser um carro elétrico, sua energia vem do hidrogênio como fonte principal. Demorando em média 5 minutos para reabastecer, o modelo pode rodar de 550 km a 600 km com 5 kg de hidrogênio 🔌 O processo de geração do hidrogênio pode ser sustentável, não emitindo poluentes, apenas eliminando água. Por isso, o hidrogênio é considerado uma das alternativas para combustíveis limpos com zero emissões e que vem sendo testado por algumas marcas 💰 Porém, o custo ainda é alto. Atualmente, 1 kg de hidrogênio custa cerca de US$ 36, além de depender de uma infraestrutura de abastecimento limitada e cara. Para reduzir custos, marcas como a Hyundai estudam o uso de etanol para gerar hidrogênio de forma mais acessível Opinião do Mateus da Eletricarbr ⚡: O hidrogênio é uma alternativa que faz sentido, mas que enfrenta desafios no mercado. Além do preço elevado, a infraestrutura de reabastecimento é complexa. Usar etanol para gerar hidrogênio pode reduzir custos, mas ainda assim não seria algo amplamente acessível no Brasil! 👉 E aí, compraria um carro a hidrogênio?
♬ som original – Eletricarbr/Mateus Afonso
Quais marcas já vendem carros movidos a hidrogênio?
A Hyundai não está sozinha nessa corrida, embora esteja acelerando o passo para superar a pioneira Toyota. Diversas montadoras já possuem projetos avançados ou modelos em circulação que prometem entregar a mesma eficiência do tanque cheio sem emitir poluentes.
Abaixo, comparamos os principais concorrentes que apostam nessa tecnologia como substituta direta dos motores térmicos tradicionais.
Qual a vantagem do hidrogênio sobre o carro elétrico?
A principal vantagem do carro a hidrogênio sobre o elétrico convencional (BEV) é a praticidade de abastecimento. Enquanto um carro elétrico exige paradas de 30 a 60 minutos em carregadores rápidos, o tanque de hidrogênio se completa em apenas 5 minutos, tal qual um veículo a gasolina.
Além disso, as baterias de lítio são pesadas e perdem eficiência no frio extremo ou em longas viagens com carga. O sistema de célula de combustível é mais leve e mantém o desempenho constante, sendo a solução ideal para frotas comerciais e quem roda muito em estradas.
Como funciona a tecnologia de célula de combustível?
A tecnologia FCEV funciona como uma usina elétrica portátil dentro do próprio carro. O hidrogênio armazenado no tanque reage quimicamente com o oxigênio do ar, gerando eletricidade para mover o motor e liberando apenas vapor de água pelo escapamento.
Essa inovação elimina a dependência de grandes redes elétricas para recarga e resolve o problema da autonomia limitada. É a união perfeita entre a experiência de uso do carro a combustão e a sustentabilidade do motor elétrico.
O hidrogênio será o substituto definitivo do diesel?
A diversificação das fontes de energia mostra que o futuro não será dominado por uma única tecnologia. O hidrogênio se posiciona como a resposta robusta para substituir o diesel, mas enfrenta o desafio de criar uma rede de postos e garantir a produção de hidrogênio verde (limpo).
Considere estes pontos ao acompanhar essa revolução automotiva nos próximos anos.
- Fique atento à expansão dos postos de hidrogênio, que será o grande desafio logístico da década.
- Avalie se sua necessidade de rodagem justifica esperar por essa tecnologia de reabastecimento rápido.
- Acompanhe a queda nos preços, pois a produção em escala promete tornar esses modelos acessíveis em breve.