A recente fiscalização da Anvisa determinou a apreensão de produtos capilares e a interdição de um saneante devido à falta de registro e falhas na segurança. A medida visa proteger consumidores e profissionais de salões contra itens que não passaram pelos testes de qualidade obrigatórios.
Quais produtos capilares foram proibidos pela Anvisa?
A ação atingiu cosméticos da fabricante Anne Indústria, com destaque para a linha Soul Care B.T.X. Organic e diversas máscaras de tratamento. Também foi vetado o Rubitox Orgânico, fabricado pela Pack for You para a marca Rubelita Professional.
Esses produtos tiveram sua fabricação, venda e uso suspensos em todo o território nacional por circularem sem a autorização sanitária válida. A proibição é abrangente e exige a retirada imediata dos itens de prateleiras físicas e catálogos virtuais.
Por que usar cosméticos sem registro é perigoso?
Sem o registro sanitário, não há comprovação oficial de que a fórmula foi avaliada quanto à segurança e à eficácia, o que impede o rastreio das matérias-primas e expõe o consumidor a reações adversas e possíveis danos aos fios. Além disso, a falta desse controle levanta dúvidas sobre a real composição do produto em relação ao que é informado no rótulo.
Diante desse cenário, a agência reguladora considera esses itens um risco à saúde pública e determina a proibição de sua comercialização; confira abaixo 7 dos 8 cosméticos barrados após fiscalização por irregularidades no registro ou na composição:
Por que o saneante bactericida foi interditado?
Além dos cosméticos, o produto Tecsa Clor Pós foi interditado cautelarmente por apresentar falhas na identidade e no processo produtivo. A Anvisa detectou que o item não seguia as boas práticas de fabricação exigidas para garantir sua função bactericida e fungicida.
A operação retira do mercado itens populares em serviços de estética e limpeza que operavam em desacordo com as normas técnicas:
- Linhas de “botox capilar” e selagens sem licença de produção.
- Produtos de alisamento ou tratamento com formulação não avaliada pela agência.
- Agentes virucidas e bactericidas com falhas de conformidade na fábrica.
Quais os riscos para salões que usam produtos irregulares?
A decisão impede legalmente que esses itens sejam utilizados em procedimentos estéticos ou de higienização profissional. Salões de beleza e clínicas devem suspender a aplicação imediata para evitar infrações sanitárias e proteger a integridade física de seus clientes.
A fiscalização atua preventivamente para retirar do mercado formulações que não provaram sua segurança documental e técnica. O cumprimento dessas normas é o que assegura a qualidade do serviço prestado e a confiança no setor de beleza.
Como saber se o cosmético é seguro e registrado?
Para evitar a exposição a compostos químicos desconhecidos, é fundamental adotar critérios rigorosos de verificação antes da compra ou aplicação. A checagem rotineira é a melhor ferramenta para blindar sua saúde contra irregularidades.
Siga estes passos essenciais para certificar a procedência do que você consome ou utiliza profissionalmente:
- Consulte sempre o número de registro do cosmético no site oficial da Anvisa antes de usar.
- Leia os rótulos com atenção e verifique se o nome do fabricante coincide com a marca divulgada.
- Acompanhe os alertas sanitários para manter seu ambiente livre de itens proibidos ou falsificados.