O desaparecimento e a localização do avião da companhia estatal Satena, na Colômbia, voltaram a expor os desafios da aviação regional em áreas de difícil acesso. O voo, que partiu de Cúcuta em direção a uma cidade próxima à fronteira com a Venezuela, tinha previsão de apenas 23 minutos, mas perdeu contato poucos minutos antes do pouso; horas depois, as autoridades confirmaram nesta quarta-feira (28/1) a queda da aeronave em uma região montanhosa do departamento de Norte de Santander e a morte dos 15 ocupantes, incluindo um congressista em exercício e um candidato à Câmara dos Representantes.
Como começou o caso do avião desaparecido na Colômbia?
Após o sumiço do radar, foram ativados os protocolos de emergência e iniciadas buscas aéreas e terrestres, até que a Aeronáutica Civil confirmou oficialmente a queda e a ausência de sobreviventes, encerrando o período de expectativa de famílias e autoridades.
Entre os mortos, estavam um congressista colombiano e um candidato à Câmara dos Representantes, o que deu ao caso grande repercussão política e nacional. A presença de figuras públicas reforçou a pressão por respostas rápidas, transparência na investigação e revisão de práticas de segurança em voos regionais operados em áreas de risco geográfico e institucional.
O que se sabe sobre o voo, o avião desaparecido na Colômbia e as vítimas?
O avião desaparecido na Colômbia pertencia à Satena, companhia aérea estatal, e era operado pela empresa Searca. A aeronave, um Beechcraft 1900 de matrícula HK4709, decolou de Cúcuta com 13 passageiros e 2 tripulantes, em um trajeto curto cujo pouso estava previsto para as 12h05 (horário local), quando o contato foi perdido minutos antes da chegada ao destino.
A partir do desaparecimento, a Aeronáutica Civil acionou os protocolos previstos para um possível acidente aéreo e coordenou as primeiras buscas. Em paralelo, o governo mobilizou a Força Aérea para localizar o avião e organizar a remoção dos corpos em área montanhosa de difícil acesso, marcada pela presença de grupos armados como o Exército de Libertação Nacional (ELN), o que aumentou os riscos das equipes em solo. Veja a nota da companhia aérea:
Comunicado Oficial # 2 sobre el vuelo NSE 8849. pic.twitter.com/NWpBZDlCdC
— SATENA la aerolínea de los Colombianos 🇨🇴 (@AerolineaSatena) January 28, 2026
Como ocorreram o desaparecimento e as buscas na fronteira?
O desaparecimento do avião teve início quando a aeronave deixou de responder a contatos de rotina e não apareceu no horário previsto no aeroporto de destino. Sem comunicação e sem pouso registrado, os controladores acionaram mecanismos de emergência, levando a Força Aeroespacial Colombiana e a Aeronáutica Civil a coordenarem operações com aeronaves de reconhecimento e equipes em solo.
A Satena informou que, por volta das 14h (horário local), o avião havia esgotado sua autonomia de voo, reforçando a hipótese de queda em uma região remota de Norte de Santander. Devido à geografia montanhosa e à influência de grupos armados ilegais, foi necessário planejamento adicional de segurança e logística, além da criação de uma linha telefônica especial para familiares, a fim de centralizar informações oficiais e reduzir a propagação de boatos.
Quais são as principais características técnicas do Beechcraft 1900?
O avião envolvido no acidente era um Beechcraft 1900, bimotor turboélice amplamente utilizado na aviação regional. Projetado para operar em geografias desafiadoras, esse modelo é comum em rotas curtas que ligam cidades médias e pequenas, especialmente em locais com pistas curtas, altitude elevada e infraestrutura limitada.
Entre as principais características da aeronave, destacam-se dados de capacidade, desempenho e alcance, que ajudam a explicar por que o modelo é escolhido para operações em ambientes complexos como o território colombiano:
- Capacidade para até 19 passageiros, além dos tripulantes;
- Velocidade de cruzeiro em torno de 440 km/h;
- Capacidade de atingir até 25 mil pés de altitude;
- Autonomia aproximada de 6 horas e 30 minutos de voo contínuo.