Nesta segunda-feira (26), começaram a circular nas redes sociais boatos de que o INSS deixaria de pagar aposentadoria para quem não tem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). O Governo já confirmou que essa informação é falsa, e nada muda para quem já recebe o benefício. Confira em seguida como funciona as novas regras de biometria para benefícios do INSS.
O que muda nas novas regras de biometria para benefícios do INSS?
O ponto central das novas regras é a obrigatoriedade da biometria digital para quem for solicitar benefícios daqui em diante. Em uma primeira fase, a biometria passou a ser exigida para pedidos de aposentadoria, pensão e outros benefícios de longa duração.
Nessa etapa inicial, são aceitas as biometrias registradas na Carteira de Identidade Nacional, na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e no Título de Eleitor. Isso amplia as opções de identificação do segurado e reforça a segurança contra fraudes e cadastros indevidos.
Como funciona a exigência de biometria em novos pedidos de benefícios específicos?
A partir de 1º de maio, o procedimento ficará mais rígido para alguns tipos de requerimentos previdenciários. Novos pedidos de salário-maternidade, benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e pensão por morte passarão a exigir obrigatoriamente a autenticação biométrica.
Se o solicitante não tiver biometria cadastrada em nenhum dos documentos aceitos, será necessário providenciar a emissão da CIN para prosseguir com a análise do benefício. As biometrias da CNH e do Título de Eleitor continuam válidas enquanto estiverem disponíveis nos bancos de dados.
Como será a obrigatoriedade da Carteira de Identidade Nacional no INSS?
A CIN seguirá um cronograma de implantação até se tornar o principal documento de referência para a base biométrica do INSS. Até 2028, outros documentos com biometria ainda poderão ser utilizados, permitindo adaptação gradual da população sem interrupção dos pagamentos.
O planejamento divulgado prevê etapas sucessivas de transição, que orientam o segurado sobre quando a nova carteira será efetivamente obrigatória:
Linha do tempo: biometria exigida para pedidos e manutenção de benefícios
CIN • BiometriaVeja o que muda por fase — do início da exigência até o momento em que a Carteira de Identidade Nacional (CIN) se torna a única biometria aceita.
Desde 21 de novembro de 2025, todo novo pedido de benefício passou a exigir cadastro biométrico, aceitando CIN, CNH ou Título de Eleitor.
A partir de 1º de maio de 2026, quem solicitar benefício e não tiver biometria em nenhum desses documentos terá que emitir a CIN para dar seguimento ao pedido.
A partir de 1º de janeiro de 2028, a CIN será o único documento com biometria aceito para requerimentos e também para a manutenção de benefícios.
Quem já é aposentado precisa da nova Carteira de Identidade Nacional?
Para quem já é aposentado, pensionista ou recebe auxílios, não há exigência imediata de emissão da CIN apenas para continuar recebendo o benefício. Pagamentos não serão suspensos automaticamente pela falta do novo documento durante a fase de transição prevista pelo governo federal.
Caso o INSS identifique a necessidade de atualizar a biometria de algum beneficiário, o contato será feito de forma individualizada e com antecedência. A orientação ocorrerá pelo aplicativo e site Meu INSS ou pelos canais presenciais, indicando prazos, documentos aceitos e, se preciso, como emitir a CIN sem interromper o benefício.
Confira em seguida um vídeo que já conta com mais de 65 mil likes do Escobar Advogados (@escobaradvogados) sobre as mudanças que entraram em 2025:
Quais são as principais exceções à exigência de biometria no INSS?
As regras de biometria consideram casos em que a emissão da CIN ou o deslocamento até um posto de atendimento são mais difíceis. Por isso, foram definidas exceções para determinados grupos, enquanto não houver alternativas seguras, como atendimento remoto adequado ou equipes itinerantes.?
Entre as situações em que a exigência de comparecimento para biometria pode ser flexibilizada estão pessoas vulneráveis ou que vivem em locais pouco acessíveis, conforme critérios oficiais do INSS e de outros órgãos públicos:
- Pessoas com mais de 80 anos;
- Pessoas com dificuldade de locomoção por motivo de saúde, mediante comprovação médica;
- Moradores de áreas de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas atendidas por serviços itinerantes, como o PREVBarco;
- Migrantes, refugiados e apátridas, que enfrentam barreiras documentais específicas;
- Residentes no exterior, sem acesso imediato aos órgãos de identificação estaduais.
Como se preparar para a biometria do INSS e para a Carteira de Identidade Nacional?
Embora a obrigatoriedade plena da CIN no INSS esteja prevista apenas a partir de 2028, a recomendação é buscar o novo documento com antecedência. Isso reduz filas perto das datas-limite e facilita o uso da biometria em outros serviços públicos integrados ao cadastro nacional.
Uma preparação simples pode evitar atrasos na análise de benefícios e pedidos futuros, especialmente para quem pretende se aposentar ou solicitar pensão nos próximos anos. Entre as principais orientações, destacam-se passos básicos de organização e conferência de dados pessoais:
- Verificar se já existe biometria cadastrada na CNH, no Título de Eleitor ou em outro documento aceito;
- Acessar o Meu INSS regularmente para acompanhar eventuais avisos sobre atualização cadastral;
- Consultar o instituto de identificação do estado para saber como solicitar a Carteira de Identidade Nacional;
- Guardar em local seguro os documentos utilizados para o cadastro biométrico, evitando extravios;
- Observar se há alguma condição especial que enquadre a pessoa nas exceções previstas pelo INSS.