Um avião WB-57 da Nasa realizou um pouso de emergência “de barriga” no aeroporto de Ellington, em Houston, no Texas, na terça-feira, nesta terça-feira (27/1), após uma falha no trem de pouso que impediu a extensão normal das rodas; segundo a agência espacial americana, os dois ocupantes foram resgatados e passam bem, tendo sido atendidos por equipes de emergência que já aguardavam na pista.
Como foi o pouso de emergência do avião em Houston?
Testemunhas relataram que um dos pilotos deixou a aeronave com auxílio de bombeiros e profissionais de resgate, logo após o pouso de barriga. O incidente chamou a atenção pela forma como o avião tocou a pista apenas com a fuselagem, levantando faíscas e fumaça, embora não tenham sido registrados ferimentos graves. Veja as imagens (Reprodução/X/@rawsalerts):
🚨#BREAKING: Watch as a NASA research jet made a belly landing when it bursted into flames at after its landing gear apparently failed to deploy
— R A W S A L E R T S (@rawsalerts) January 27, 2026
⁰📌#Houston | #Texas⁰
Watch wild footage captured after a NASA WB-57 research aircraft was forced to make a belly landing at… pic.twitter.com/mkb27JVWeC
O que se sabe até agora sobre a falha no avião WB-57 da Nasa?
Até o momento, a Nasa informou apenas que um problema mecânico impediu o acionamento do trem de pouso do WB-57, levando a tripulação a seguir procedimentos de emergência e realizar o pouso de barriga. A expectativa é de que uma investigação interna seja aberta para determinar a causa exata da falha e avaliar se houve desgaste de componentes, erro de sistema hidráulico ou falha em sensores.
Em situações como essa, os pilotos seguem sequências de checagens para tentar acionar o trem de pouso por meios alternativos, e, quando nada funciona, configuram a aeronave para um impacto mais controlado, reduzindo combustível quando possível. No episódio no Texas, especialistas apontaram que o treinamento da tripulação e a rápida resposta das equipes de solo foram decisivos para evitar consequências mais graves.
Para que serve o avião de alta altitude WB-57 da Nasa?
O WB-57 é um avião especializado em pesquisa em grandes altitudes, operado pela Nasa desde o início da década de 1970, capaz de voar por cerca de 6 horas e 30 minutos a até 19.000 metros. Ele atua como plataforma versátil para experimentos científicos em níveis de voo semelhantes aos de antigos jatos supersônicos, permitindo a coleta de dados em regiões pouco acessíveis a aeronaves comerciais.
Esses aviões são descritos pela Nasa como recurso valioso para a comunidade científica, pois permitem observações flexíveis e missões sob demanda. Entre as principais atividades realizadas pelo WB-57 ao longo dos anos estão campanhas atmosféricas sazonais, apoio a lançamentos de foguetes e testes de novos sistemas aéreos e espaciais, muitas vezes em cooperação com universidades e outras agências:
- Estudos de ciências atmosféricas e da Terra, como análise de nuvens, tempestades e composição do ar.
- Mapeamento terrestre, com sensores para registrar mudanças em solo, vegetação e áreas costeiras.
- Coleta de poeira cósmica, contribuindo para pesquisas sobre partículas que chegam ao planeta.
- Apoio a lançamentos de foguetes, monitorando plumas de exaustão e condições em altitude.
- Testes de novos sensores e antenas, para futuros sistemas de transporte aéreo e espacial.
Como é a cabine e o trabalho da tripulação no WB-57?
A configuração do interior do WB-57 é diferente da de um avião comercial, com dois tripulantes em estações separadas na parte frontal da fuselagem. A estação do piloto reúne os equipamentos essenciais para o voo, enquanto o segundo posto, do operador de sensores, concentra os sistemas de navegação da missão e os controles das cargas úteis científicas.
Em muitas missões, o WB-57 decola com rotas e altitudes pré-planejadas para coletar dados em camadas específicas da atmosfera, ajustando sensores em tempo real conforme as condições meteorológicas. Essa operação exige coordenação constante com centros de controle em solo, que acompanham o desempenho dos instrumentos e dão suporte à tomada de decisão durante o voo.
Quais os impactos do caso?
Incidentes como o pouso de barriga do WB-57 em Houston levantam dúvidas sobre impactos em programas científicos, já que a Nasa opera frotas pequenas de aeronaves especializadas. Quando uma unidade sofre dano, é preciso avaliar tempo de reparo, disponibilidade de peças e possibilidade de redistribuir missões para outros aviões, satélites ou balões estratosféricos.
Por outro lado, esses eventos reforçam a importância de protocolos rígidos de segurança e manutenção em aeronaves adaptadas para fins científicos, frequentemente resultando em melhorias técnicas e operacionais. Enquanto o WB-57 envolvido no pouso de emergência é avaliado, a Nasa tende a revisar cronogramas e ajustar campanhas de coleta de dados, buscando preservar os principais objetivos dos projetos em andamento.