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Anvisa proíbe quatro marcas de suplementos alimentares vendidos em todo o Brasil por apresentarem irregularidades

Por Yudi Soares
29/jan/2026
Em Geral
Anvisa proíbe quatro marcas de suplementos alimentares vendidos em todo o Brasil por apresentarem irregularidades

Fiscalização da Anvisa expõe riscos em suplementos alimentares irregulares no Brasil

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Órgãos reguladores vêm intensificando a fiscalização sobre suplementos alimentares no Brasil, especialmente após o crescimento do consumo desses produtos em farmácias e no comércio on-line. Em dezembro de 2025, a Anvisa determinou medidas restritivas envolvendo diferentes marcas, o que reacendeu o debate sobre segurança, qualidade, responsabilidade na fabricação e cuidados na compra e no uso desses itens.

Quais suplementos alimentares foram proibidos pela Anvisa?

A agência identificou problemas em diferentes marcas e categorias, com impacto direto em produtos amplamente disponíveis ao público. Entre os itens alvo da ação fiscal estão todos os produtos da empresa Pharmacêutica Indústria e Laboratório Nutracêuticos Ltda., devido à ausência de regularização adequada e ao uso de substâncias não autorizadas para alimentos.

A Anvisa também determinou o recolhimento de todos os produtos da empresa R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. EPP, além da suspensão de fabricação e venda. Outro foco foi o suplemento Supra Ômega 3 TG 18 EPA/12 DHA Vitamina E – marca Global Suplementos, especificamente o lote 071A, e o produto CANDFEMM, ambos sem comprovação regular de origem ou com registro sanitário incompatível com as alegações feitas.

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Anvisa proíbe quatro marcas de suplementos alimentares vendidos em todo o Brasil por apresentarem irregularidades
Suspensão dos suplementos Anvisa

Por que a Anvisa age com rigor em suplementos alimentares irregulares?

A atuação sobre suplementos alimentares irregulares tem como base o risco potencial à saúde e à confiança do consumidor, sobretudo em produtos de uso contínuo ou que prometem efeitos terapêuticos. No caso da Pharmacêutica Indústria e Laboratório Nutracêuticos Ltda., a Anvisa apontou ausência de regularização, presença de constituintes não autorizados, falta de registro para suplemento probiótico e uso de marcas com apelos terapêuticos não aprovados.

Em relação ao Supra Ômega 3 TG 18 EPA/12 DHA Vitamina E, a empresa responsável pela fabricação, Akron Pharma Ltda., não reconheceu o lote 071A vendido em marketplace, com diferenças de rótulo e acabamento que sugerem falsificação.

Já no caso da R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. EPP, as irregularidades estavam ligadas ao descumprimento das boas práticas de fabricação, o que compromete a qualidade de todos os lotes.

Como identificar suplementos alimentares fora das normas?

O episódio envolvendo suplementos alimentares irregulares reforça a necessidade de maior atenção no momento da compra, especialmente em ambientes virtuais e lojas pouco conhecidas.

Alguns sinais no rótulo, no preço e na forma de divulgação podem indicar risco aumentado e ajudar o consumidor a evitar produtos suspeitos ou possivelmente falsificados:

Sinais de alerta em suplementos suspeitos

⚠️ Atenção
🧾

Registro/Notificação Anvisa ausente

Ausência ou dificuldade de localizar o número de registro ou notificação da Anvisa no rótulo.

🩺

Promessas de “cura”

Alegações exageradas, como prometer curar doenças ou substituir tratamentos médicos prescritos.

🖼️

Produto diferente do anúncio

Divergências entre fotos de divulgação e o item entregue (cor, fonte e qualidade do rótulo).

💸

Preço muito abaixo da média

Valores muito menores que os praticados para suplementos similares no mercado formal.

🏭

Origem pouco clara

Sem identificação de fabricante, CNPJ ou endereço físico verificável.

Quais foram os principais problemas apontados pela Anvisa nos suplementos?

Ao detalhar as medidas, o órgão regulador indicou um conjunto de falhas que se repetem em diferentes suplementos alimentares irregulares. Entre elas estão ausência de regularização sanitária, uso de substâncias não permitidas ou em quantidades fora do padrão e alegações terapêuticas não aprovadas, que podem induzir o consumidor ao erro e atrasar tratamentos necessários.

No caso específico do CANDFEMM, a ausência de registro com alegações de probióticos para saúde vaginal e intestinal foi determinante para a proibição, assim como frases publicitárias que sugeriam eliminar completamente quadros de candidíase.

A Anvisa também destacou problemas relacionados ao desconhecimento ou não reconhecimento de lotes pelo fabricante e falhas em boas práticas de fabricação.

Quais são os impactos para o consumidor e como comprar suplementos com mais segurança?

As medidas sobre suplementos alimentares irregulares afetam consumidores, fabricantes, importadores, farmácias e lojas virtuais, podendo resultar na retirada de produtos já conhecidos do mercado.

Quem utiliza algum item citado em proibições deve interromper o uso, consultar um profissional de saúde e buscar orientações sobre alternativas seguras e devidamente regularizadas.

Para reduzir riscos na compra de suplementos, é importante adotar práticas simples de checagem de rótulos, canais de venda e informações oficiais. Consultar o portal da Anvisa ou o Diário Oficial da União, desconfiar de promessas de efeito rápido e priorizar estabelecimentos formais ajuda a evitar produtos falsificados ou sem controle sanitário, em um mercado que tende a ser cada vez mais fiscalizado.

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