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Anvisa proíbe lotes de medicamentos para câncer confirmados como FALSOS

Por Yudi Soares
25/jan/2026
Em Geral
Anvisa proíbe lotes de medicamentos para câncer confirmados como FALSOS

Falsificação de medicamentos oncológicos eleva riscos terapêuticos e exige vigilância rigorosa

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A falsificação de medicamentos oncológicos tem mobilizado autoridades sanitárias, fabricantes e profissionais de saúde em todo o país, especialmente após a identificação de lotes irregulares usados no tratamento de câncer, o que acende alerta para riscos que vão além da ineficácia terapêutica e reforça a importância de sistemas robustos de vigilância, rastreabilidade e orientação aos pacientes.

Como foram os casos recentes envolvendo Keytruda e Avastin?

A Anvisa determinou, em 21/10, a apreensão de dois lotes falsificados do medicamento para câncer Keytruda – 100 mg/4 ml Sol. Dil. Infus. CT FA VD Trans x 4 ml. Os lotes SO48607 e Y019148, não reconhecidos como originais pelo fabricante, foram comercializados pela empresa LAF MED Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda., que teve sua licença cassada após uma operação conjunta realizada no Ceará para combater a falsificação de medicamentos.

Além da apreensão, a medida da Anvisa determinou a proibição de armazenar, comercializar, distribuir, exportar, importar, divulgar, transportar e usar esses produtos, impedindo que continuem circulando na rede de assistência. (Clique aqui para saber mais sobre a operação.)

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Outro caso relevante foi a apreensão do lote H0386H05 do medicamento Avastin, indicado para o tratamento de câncer colorretal metastático, câncer de pulmão, câncer de mama, entre outros. A medida atinge apenas esse lote específico e proíbe a sua comercialização, distribuição e uso. A ação fiscal foi motivada por uma comunicação da Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A., detentora do registro do Avastin, que identificou no mercado itens do lote falsificado com características divergentes do produto original.

Anvisa proíbe lotes de medicamentos para câncer confirmados como FALSOS
Lote de medicamento para câncer falso

Quais são os principais riscos e impactos de um medicamento falsificado?

Os riscos associados a um medicamento falsificado em oncologia são elevados, pois não há garantia sobre composição, origem ou qualidade. O conteúdo pode variar de substâncias inertes até componentes tóxicos, sem o efeito esperado contra o tumor e com possibilidade de reações adversas graves ou interações indesejadas com outros remédios.

Em tratamentos oncológicos, em que dose, via de administração e intervalo entre aplicações são critérios essenciais, qualquer alteração não controlada representa risco direto ao paciente, podendo levar à progressão da doença, perda de resposta terapêutica e necessidade de mudança de protocolo, além de abalar a confiança nos serviços de saúde.

  • Ausência de eficácia: a doença pode avançar sem controle adequado.
  • Reações inesperadas: substâncias desconhecidas podem causar efeitos tóxicos.
  • Interferência no tratamento: esquemas terapêuticos planejados podem ser prejudicados.
  • Impacto regulatório e econômico: aumenta a necessidade de recolhimentos, fiscalizações e pode elevar custos assistenciais.

Como identificar e o que fazer diante da suspeita de falsificação?

Diante da possibilidade de um medicamento oncológico falsificado, alguns cuidados básicos ajudam a reduzir riscos em hospitais, clínicas e farmácias. É recomendada a checagem rotineira de lote, validade, número de registro na Anvisa, integridade das embalagens e comparação com dados e imagens oficiais fornecidos pelo fabricante.

Quando surge dúvida sobre a autenticidade de um frasco ou lote, a orientação é interromper o uso, isolar o produto e buscar confirmação com o fabricante ou com a Anvisa. Em casos de irregularidade, o registro formal da suspeita permite que a vigilância sanitária adote ações fiscais, medidas de recolhimento e, se necessário, alerte outros serviços de saúde e pacientes.

Confira em seguida dicas de o que fazer em casos de suspeita de falsificação:

Como verificar a autenticidade de um medicamento

Passos práticos para identificar irregularidades e agir corretamente antes do uso.

📦
Conferir lote, data de validade e número de registro diretamente na embalagem, verificando se as informações estão legíveis e completas.
Dados obrigatórios
🔍
Comparar o rótulo com fotos e descrições oficiais do fabricante, observando cores, textos, logotipos e instruções.
Conferência visual
☎️
Consultar o SAC da empresa responsável pelo medicamento para confirmar a procedência do produto e esclarecer dúvidas.
Canal oficial
📢
Verificar alertas e resoluções recentes no site da Anvisa, especialmente sobre recolhimentos, suspensões ou falsificações.
Alertas sanitários
🚨
Comunicar qualquer suspeita à vigilância sanitária local ou diretamente à Anvisa, evitando o uso até esclarecimento.
Denúncia
Atenção: ao menor sinal de irregularidade, não utilize o medicamento e busque orientação em canais oficiais de saúde.

Qual é o papel da Anvisa e da cadeia de distribuição na proteção dos pacientes?

A atuação da Anvisa em casos de medicamento falsificado para câncer envolve operações com órgãos de segurança, publicação de resoluções para apreensão e suspensão de lotes e, quando necessário, sanções a distribuidoras irregulares. A agência também monitora notificações de fabricantes e serviços de saúde para identificar padrões de falsificação e aperfeiçoar o rastreamento.

Fabricantes, distribuidores e serviços de saúde formam uma cadeia que precisa operar de forma integrada, com compras apenas de fornecedores regulares, exigência de documentação atualizada e registro de qualquer inconsistência observada. A divulgação de alertas oficiais sobre medicamentos falsificados permite que profissionais e pacientes acompanhem lotes sob restrição, contribuindo para a segurança terapêutica em tratamentos de câncer.

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