A duplicação da BR-116 entre Guaíba e Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul, vem modificando de forma ampla a rotina de quem circula pela região, com canteiros de obras, maquinário pesado e desvios provisórios convivendo com tráfego intenso de caminhões, ônibus e carros de passeio, em um esforço para transformar o corredor rodoviário em uma rota mais contínua, segura e organizada para o transporte de cargas e deslocamentos diários.
O que é a duplicação da BR-116/RS entre Guaíba e Pelotas?
A chamada duplicação da BR-116/RS vai além da simples construção de uma nova faixa em cada sentido, envolvendo a reconfiguração de trechos, interseções, acessos urbanos e rurais e pontos de travessia de pedestres. O objetivo é aproximar a rodovia de um padrão de corredor estruturado, reduzindo conflitos entre trânsito pesado e circulação local.
No cenário atual, a obra abrange áreas rurais e urbanas com terraplenagem, pavimentação e estruturas como viadutos e pontes, alterando trajetos tradicionais e exigindo adaptação de moradores e empresas. Com isso, a duplicação se consolida como um vetor de reorganização territorial e logística na metade sul do estado.
Como a duplicação da BR-116 está organizada ao longo do trecho?
O projeto de duplicação entre Guaíba e Pelotas foi dividido em segmentos, permitindo frentes de trabalho simultâneas com soluções específicas para mobilidade, acessos e segurança. Em cidades e distritos, a proximidade de bairros, escolas, comércios e propriedades rurais exige dispositivos mais cuidadosos e protegidos.
Para organizar melhor a circulação de longa distância e o trânsito local, a rodovia duplicada incorpora dispositivos que padronizam o fluxo e reduzem cruzamentos diretos perigosos. Entre os elementos mais comuns no traçado, destacam-se:
| Elemento | Descrição |
|---|---|
| Pistas duplicadas com barreiras físicas | Separação entre os sentidos de tráfego, reduzindo o risco de colisões frontais. |
| Vias marginais | Destinadas ao trânsito local, evitando acessos diretos à pista principal. |
| Acessos e retornos planejados | Entradas, saídas e conversões organizadas, muitas vezes em desnível. |
| Viadutos, pontes e passagens inferiores | Estruturas que substituem cruzamentos em nível, melhorando a fluidez e a segurança. |
| Passarelas de pedestres | Travessias seguras em áreas com grande circulação de moradores e estudantes. |
Quais são os principais impactos econômicos da duplicação?
A duplicação da BR-116 no Rio Grande do Sul tem papel estratégico para a economia da metade sul, ao conectar áreas produtoras e polos industriais a portos e centros de consumo. Ao reduzir gargalos, tende a diminuir custos logísticos, ampliar a previsibilidade das viagens e tornar a região mais competitiva.
Entre os efeitos esperados estão maior fluidez no escoamento de safras, redução de filas em períodos de pico e atração de novos empreendimentos como centros de distribuição, armazéns e indústrias. A rodovia duplicada fortalece cadeias produtivas de grãos, carnes e insumos, e integra melhor pequenos municípios, polos urbanos e zonas portuárias.
Confira abaixo a publicação do DNIT em seu perfil oficial do Instagram, que conta com mais de 125 mil seguidores, e mostras quais são as etapas das obras:
Como a duplicação da BR-116 influencia a segurança viária?
No campo da segurança viária, a duplicação representa uma mudança relevante em trechos antes de pista simples, onde eram comuns ultrapassagens em contramão. A separação física dos sentidos e a oferta de duas faixas por sentido reduzem disputas por espaço e a ocorrência de acidentes graves.
A substituição de cruzamentos diretos por viadutos, retornos controlados e passagens inferiores diminui conflitos entre veículos leves, caminhões e máquinas agrícolas. Passarelas e vias marginais também oferecem caminhos mais seguros para pedestres acessarem escolas, comércios e serviços próximos à rodovia.
Como a duplicação afeta a rotina dos moradores lindeiros?
A obra altera rotas tradicionais de moradores, produtores rurais e comerciantes que utilizavam acessos diretos à pista simples, exigindo adaptação a novos trajetos, retornos e vias paralelas. Em contrapartida, a circulação tende a ficar mais organizada, com menos travessias improvisadas e filas nos horários de pico.
Para a população lindeira, a duplicação traz tanto desafios de adaptação quanto ganhos em segurança, acessibilidade a serviços e integração com municípios vizinhos. Com o avanço das obras, consolida-se um padrão de mobilidade mais previsível, ajustado às necessidades locais e ao transporte de cargas em grande escala.