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Justiça brasileira condena beneficiária a devolver 10 mil reais após erro no Pix

Por Guilherme Silva
23/jan/2026
Em Geral
Justiça brasileira condena beneficiária a devolver 10 mil reais após erro no Pix

Receber Pix por engano e não devolver configura crime com obrigação de ressarcimento integral

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Um erro no Pix de R$ 10 mil resultou em condenação judicial após a beneficiária se recusar a devolver o valor. A justiça brasileira entende que a apropriação de quantias recebidas por equívoco configura crime e exige o ressarcimento integral com juros.

Quem recebe Pix por erro e não devolve comete crime?

O Código Penal Brasileiro define como apropriação indébita o ato de ficar com valores enviados por engano. Quem ignora o remetente comete um delito sujeito a punições severas.

A justiça exige a restituição integral do montante com as devidas correções financeiras. Dificuldades financeiras momentâneas não isentam o recebedor da responsabilidade legal perante a lei.

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Pix se tornou o metodo de pagamento mais utilizado no Brasil – Créditos: depositphotos.com / [email protected]

O que aconteceu no caso do empresário que errou o Pix de 10 mil?

Um empresário processou uma mulher que recebeu o montante após um equívoco na digitação dos dados. A beneficiária gastou o saldo e bloqueou o contato para evitar o estorno imediato.

O tribunal determinou o pagamento da dívida e rejeitou as justificativas apresentadas pela ré. A má-fé ficou evidente pela interrupção proposital da comunicação digital entre as partes envolvidas.

A tabela abaixo apresenta os procedimentos padrão para a recuperação de valores em disputas bancárias judiciais.

Etapa do ProcessoObjetivo PrincipalUrgência
Boletim de OcorrênciaRegistro criminalAlta
Notificação JudicialCobrança oficialMédia
SisbajudBloqueio de contasDecisiva

O banco é obrigado a devolver Pix enviado para conta errada?

As instituições bancárias não possuem responsabilidade quando o erro de transferência parte exclusivamente do usuário pagador. O sistema apenas processa os dados inseridos voluntariamente no aplicativo.

O Mecanismo Especial de Devolução atende casos específicos de fraude ou falhas técnicas comprovadas. Erros humanos comuns dependem de negociação direta ou intervenção via poder judiciário.

Créditos: depositphotos.com / AllaSerebrina
Mulher escrevendo e lendo com uma estátua da Justiça – Créditos: depositphotos.com / AllaSerebrina

Como a justiça faz para bloquear o dinheiro de quem não devolve o Pix?

O sistema Sisbajud permite que juízes realizem o bloqueio de contas bancárias vinculadas ao CPF do devedor. Qualquer saldo futuro pode ser retido para quitar o prejuízo causado ao remetente.

A tentativa de ocultar o patrimônio gera restrições de crédito e negativação nos órgãos de proteção. A retenção do valor alheio compromete a saúde financeira do infrator por longo período.

Como garantir a segurança jurídica e recuperar valores enviados por engano?

A devolução imediata é o único caminho para evitar um processo criminal desgastante e custoso. Protocolos de segurança e agilidade são fundamentais para proteger o patrimônio pessoal de falhas operacionais.

Seguir estas recomendações ajuda a manter a conformidade com as normas financeiras vigentes e evita sanções graves:

  • Notifique sua agência bancária para formalizar a tentativa de estorno do valor o mais rápido possível.
  • Documente todas as provas do envio incorreto e das tentativas de comunicação com o beneficiário acidental.
  • Consulte especialistas em direito digital para acelerar o bloqueio cautelar de bens em casos de recusa.
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