A notícia sobre o AVC sofrido pela atriz e modelo Daniella London, aos 32 anos, levantou um alerta sobre derrame cerebral em pessoas jovens e consideradas saudáveis. Em um vídeo publicado em suas redes sociais na terça-feira (20/1), ela relatou o susto, detalhou os sintomas que antecederam o quadro, contou como tem sido o processo de recuperação e destacou a importância de reconhecer sinais precoces.
Como ocorreu o AVC com a atriz Daniella London?
No vídeo, Daniella London relatou que, antes do AVC, era considerada uma pessoa jovem e aparentemente saudável, com exames de rotina em dia. Ela mencionou um histórico de doença autoimune, a tireoidite de Hashimoto, condição da tireoide tratada com medicação e acompanhada por médicos, o que pode, em alguns casos, se associar a alterações vasculares e de coagulação.
O diagnóstico de acidente vascular cerebral isquêmico só foi confirmado após a chegada ao hospital. A atriz contou que, inicialmente, uma tomografia não mostrou alterações, algo possível nas fases muito iniciais do quadro, mas uma ressonância magnética identificou um trombo que obstruiu a passagem de sangue em uma área do cérebro, levando à morte de parte do tecido. Veja o relato da atriz:
Quais foram os primeiros sintomas do AVC?
Semanas antes do AVC, Daniella London já sentia muita dor de cabeça e mal-estar frequente, quadro que durou cerca de três semanas e fugia ao seu padrão habitual. Nesse período, passou a apresentar também sensibilidade à luz (fotofobia) e dificuldade para se orientar nos ambientes, sinais que ela inicialmente relacionou ao cansaço e estresse.
Ela descreveu sensação de receio de esbarrar em objetos e certa descoordenação espacial, até que, na madrugada do evento mais grave, acordou com o braço dormente e, em seguida, notou que não conseguia mexer o lado direito do corpo. A percepção de que o cérebro enviava comandos que o corpo não obedecia levou o namorado, que é médico, a levá-la rapidamente ao hospital, fator decisivo para o desfecho mais favorável.
Como foi feito o diagnóstico médico do AVC de Daniella London?
Já no hospital, a equipe iniciou a investigação para confirmar o AVC isquêmico, geralmente causado por obstrução de vasos sanguíneos no cérebro. A primeira tomografia não identificou alterações, mas a ressonância magnética posterior mostrou o trombo que bloqueou a passagem de sangue em uma estrutura cerebral ligada à coordenação de movimentos.
Os médicos ainda investigam a origem exata do trombo, incluindo possíveis fatores autoimunes, uso de medicamentos, alterações cardíacas ou de coagulação. A região afetada, segundo Daniella, era responsável por comandar ações simples do dia a dia, como andar, levar comida à boca, pentear o cabelo, se ensaboar no banho e manter-se em pé no chuveiro, o que explica as limitações iniciais.
Como foi a recuperação neurológica da atriz?
Um mês após o derrame cerebral, Daniella London contou que dedicou esse período totalmente à reabilitação neurológica, com sessões intensas de fisioterapia e acompanhamento multidisciplinar. Ela relatou ganhos diários de força, equilíbrio e coordenação motora fina, reforçando que a precocidade no tratamento e a idade favoreceram sua evolução.
Depois de cerca de um mês, já conseguia movimentar melhor o braço e a perna direita, andar normalmente e retomar boa parte das tarefas cotidianas, embora ainda enfrentasse desafios em movimentos delicados. Ao tornar o caso público, ela afirmou que busca ajudar na conscientização sobre AVC em adultos jovens, mostrando que, por trás das redes sociais, também existem problemas de saúde relevantes e que a reabilitação exige tempo e disciplina.