A determinação recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a proibição dos produtos saneantes da empresa Maxx Química e Sistemas de Limpeza Ltda. reacendeu o debate sobre segurança em produtos de limpeza. A medida, publicada no Diário Oficial da União em janeiro de 2026, atingiu todos os lotes da fabricante e impactou diretamente o uso diário desses itens em residências, empresas e estabelecimentos de serviços, evidenciando a importância da checagem de registro sanitário e do cumprimento das Boas Práticas de Fabricação.

O que motivou a proibição da Anvisa aos saneantes da Maxx Química?
A proibição da Anvisa relacionada a saneantes considerados irregulares resulta de inspeções sanitárias e de um processo administrativo que avalia documentos, instalações e controles internos. A decisão de suspender fabricação, distribuição, comercialização e uso não ocorre de forma automática, mas após a constatação de riscos concretos à saúde pública.
No episódio envolvendo a Maxx Química e Sistemas de Limpeza Ltda., a agência identificou descumprimento das Boas Práticas de Fabricação previstas na RDC nº 48/2013 e a existência de produtos sem registro ou notificação sanitária válida. Em termos práticos, isso significa que alguns saneantes estavam no mercado sem que a autoridade sanitária tivesse validado sua formulação, indicação de uso, grau de risco e a regularidade da Autorização de Funcionamento da empresa.
Quais riscos os saneantes irregulares proibidos pela Anvisa podem causar?
Quando a proibição da Anvisa é direcionada a produtos saneantes, o foco principal está na proteção à saúde pública e na prevenção de acidentes domésticos e ocupacionais. Produtos de limpeza mal formulados ou fabricados sem controle rigoroso podem conter concentração inadequada de substâncias corrosivas, solventes ou agentes alergênicos, ampliando a probabilidade de danos imediatos e de longo prazo.
Entre os efeitos mais relatados em situações desse tipo estão:
- ardência e vermelhidão na pele após contato;
- descamação, formação de bolhas e feridas;
- queimaduras químicas em mãos, braços ou outras áreas expostas;
- irritação intensa nos olhos, com risco de dano à visão;
- reações alérgicas, como coceira, inchaço e dificuldade para respirar em casos mais graves.
Como o consumidor pode identificar produtos de limpeza seguros e regularizados?
Diante da proibição da Anvisa de determinados saneantes, surgem dúvidas sobre como reconhecer um produto de limpeza regularizado e seguro para uso cotidiano. A legislação brasileira determina que itens com ação desinfetante, alvejante, desengraxante ou detergente, entre outros, devem seguir regras específicas de composição, rotulagem e, quando aplicável, registro sanitário.
De forma geral, alguns cuidados básicos podem reduzir bastante a exposição a itens irregulares e aumentar a segurança no uso diário:
- Verificar o rótulo completo:
O rótulo precisa apresentar nome do produto, fabricante, CNPJ, endereço, modo de uso, cuidados de conservação, advertências e, quando aplicável, número de registro ou notificação na Anvisa. - Checar se há número de registro ou notificação:
Produtos sujeitos a controle sanitário mais rigoroso costumam trazer essa informação no rótulo. A ausência não significa automaticamente irregularidade, mas pode exigir confirmação adicional em fontes oficiais. - Evitar produtos sem identificação clara:
Frascos sem rótulo, com etiquetas improvisadas ou vendidos de forma fracionada, sem indicação do fabricante, costumam fugir dos padrões de segurança e fiscalização. - Consultar fontes oficiais:
A Anvisa e secretarias de saúde divulgam resoluções de proibição, suspensões e alertas sanitários em seus sites e canais oficiais, permitindo ao consumidor verificar a situação do produto. - Manter uso com proteção:
Mesmo em produtos regularizados, é recomendado o uso de luvas, especialmente em saneantes com ação desinfetante ou desengordurante mais forte, além de manter o ambiente ventilado.
Quais cuidados tomar após uma proibição da Anvisa de produtos saneantes?
Quando ocorre uma proibição da Anvisa envolvendo uma marca específica, a orientação padrão é interromper imediatamente o uso dos produtos citados na resolução. Em situações como a da Maxx Química e Sistemas de Limpeza Ltda., em que todos os saneantes foram alcançados, a recomendação se estende a qualquer item da fabricante, independentemente do lote ou data de fabricação.
Algumas medidas práticas incluem separar e descartar os produtos de forma adequada, evitando a reutilização das embalagens e o acesso por crianças e animais, além de observar sinais de intoxicação ou irritação. Em caso de contato acidental ou suspeita de reação adversa, recomenda-se lavar a área afetada com água em abundância e buscar atendimento médico imediato em situações de queimadura, dor intensa, dificuldade para respirar ou reação alérgica.