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Anvisa proíbe em todos os mercados o óleo de avestruz da marca Gold Green e suplemento com aloe vera

Por Yudi Soares
17/jan/2026
Em Geral
Anvisa proíbe em todos os mercados o óleo de avestruz da marca Gold Green e suplemento com aloe vera

A Anvisa proibiu produtos naturais por riscos à saúde pública

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A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de retirar de circulação determinados produtos naturais tem chamado a atenção de consumidores e comerciantes em todo o país. Entre os itens atingidos estão o Óleo de Avestruz Gold Green e um suplemento alimentar com aloe vera, ambos submetidos a medidas de apreensão e proibição de venda, fabricação, distribuição, divulgação e consumo, o que levanta dúvidas sobre os motivos dessas proibições e os cuidados ao consumir suplementos e produtos de origem natural.

Anvisa suspende venda de whey e alerta consumidores para produtos irregulares no país
Imagem ilustrativa da Anvisa recolhendo suplemento

Por que a Anvisa proibiu o óleo de avestruz Gold Green?

O Óleo de Avestruz Gold Green, associado à empresa Nutri Gyn Produtos Naturais Ltda., foi alvo de apreensão depois que a Anvisa identificou indícios de falsificação. A fabricante citada no rótulo, Alemed Nutracêutica Indústria e Comércio Eirelli, informou formalmente que não produziu o produto, caracterizando grave divergência entre a rotulagem e a origem real do óleo.

Quando um item é considerado falsificado, não há garantia sobre procedência das matérias-primas, processo de fabricação, condições de higiene, concentração de substâncias ou presença de contaminantes. Por isso, a Anvisa determina proibição de comércio, fabricação e propaganda, além da apreensão dos lotes encontrados no mercado, mesmo que ainda não existam surtos de eventos adversos registrados.

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Aloe vera em suplementos alimentares no Brasil

No caso do Suplemento Alimentar de Vitaminas C e E com Extrato Natural de Aloe Vera, da empresa NS Produtos Naturais Ltda., a proibição teve como base a presença de ingrediente não autorizado. A Anvisa apontou que a aloe vera (babosa) não é permitida em suplementos alimentares no Brasil, o que torna o produto irregular para essa categoria.

Além disso, o rótulo do produto não informava a origem da aloe vera utilizada, o que dificulta o rastreamento da cadeia produtiva e a avaliação adequada da matéria-prima. Enquanto não houver regras claras autorizando seu uso em suplementos, qualquer produto dessa categoria que contenha babosa é considerado fora do padrão regulatório sanitário.

Quais foram os motivos para as proibições da Anvisa?

De forma geral, a proibição de produtos como o Óleo de Avestruz Gold Green e o suplemento com aloe vera está ligada a três eixos centrais: falsificação, ingredientes não autorizados e falhas de rotulagem. Esses fatores se relacionam diretamente à proteção da saúde pública e à transparência nas relações de consumo.

Além desses pontos, a agência considera ainda a ausência de regularização, falhas de controle de qualidade e alegações de saúde sem respaldo científico. Para facilitar o entendimento do consumidor, os principais motivos podem ser resumidos em tópicos:

  • Falsificação e fraude na origem: quando o fabricante declarado nega ter produzido o item, a identidade do produto é adulterada, impedindo qualquer controle de qualidade confiável.
  • Uso de substâncias não permitidas em suplementos alimentares: a inclusão de aloe vera em suplementos, sem autorização normativa, contraria as listas oficiais de substâncias aprovadas.
  • Informações incompletas ou enganosas no rótulo: a falta de dados sobre a origem da matéria-prima, modo de uso ou advertências obrigatórias prejudica o direito à informação adequada.

Cuidados do consumidor ao comprar suplementos e produtos naturais

Diante de casos como o do Óleo de Avestruz Gold Green e do suplemento com aloe vera, torna-se fundamental adotar alguns cuidados básicos. A verificação de informações oficiais e o hábito de checar rótulos reduzem significativamente o risco de consumo de itens irregulares.

Conferir alertas da Anvisa, observar dados como fabricante, CNPJ, lote e validade, desconfiar de promessas exageradas e preferir canais formais de venda são práticas essenciais. Sempre que possível, é recomendável consultar profissionais de saúde antes de iniciar o uso de qualquer suplemento, sobretudo em situações de doenças crônicas, uso de medicamentos ou gestação.

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