Lula aparece, neste início de 2026, como o nome de maior rejeição no cenário político nacional, segundo levantamento realizado pelo Canal Meio em parceria com o Instituto Ideia, em um ambiente de forte polarização e divisão sobre seu governo.
Como Lula lidera a rejeição eleitoral no cenário nacional?
A rejeição a Lula, medida pela porcentagem de eleitores que declaram não votar nele “de jeito nenhum”, atinge 40,8%. Esse patamar o coloca à frente de outros nomes citados na disputa sucessória ao Palácio do Planalto, evidenciando um teto relevante de aceitação.
Em segundo lugar na lista de rejeição aparece Flávio Bolsonaro, com 30%. Em seguida, surgem Michelle Bolsonaro, com 26,1%, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com 16,2%, demonstrando que o campo bolsonarista também enfrenta índices expressivos de resistência. As informações são do portal Conexão Política.
Como a rejeição a Lula se relaciona com o bolsonarismo e a polarização?
A presença de integrantes e aliados do bolsonarismo entre os mais rejeitados indica que esse campo político também sofre forte resistência. Tanto lulismo quanto bolsonarismo aparecem associados a índices significativos de “voto nunca”, dificultando o surgimento de nomes de consenso nacional.
Essa rejeição elevada funciona como indicador-chave em cenários eleitorais, pois limita o potencial de crescimento em um eventual segundo turno. Em um país polarizado, a estratégia de ambos os campos tende a focar na mobilização de suas bases e na tentativa de reduzir a rejeição em segmentos específicos.
Qual é o nível de aprovação e desaprovação do governo Lula?
O levantamento mostra que o trabalho de Lula à frente do governo federal é desaprovado por 50% dos entrevistados, enquanto 47% declaram aprovar sua atuação. A diferença é pequena, mas indica leve predominância da avaliação negativa, o que impacta governabilidade e relação com o Congresso.
Quando a pergunta é se Lula merece continuar no comando do país, 50% respondem que ele não deve seguir no governo, enquanto 46,9% defendem sua permanência. Esses dados dialogam com o índice de rejeição e reforçam a existência de um bloco consistente contrário à continuidade do atual governo.
O que a pesquisa Meio/Ideia revela sobre o eleitorado brasileiro?
A pesquisa Canal Meio/Instituto Ideia ouviu 2.000 pessoas, por telefone, entre 8 e 12 de janeiro de 2026, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e 95% de nível de confiança (registro TSE BR-06731/2026). Esses parâmetros seguem padrões habituais de pesquisas nacionais.
Para entender melhor o retrato do momento político, os principais resultados ajudam a sintetizar aprovação, rejeição e desejo de continuidade do governo:
- Rejeição a Lula: 40,8% dizem que não votariam nele de forma alguma.
- Desaprovação do governo: 50% desaprovam sua atuação.
- Aprovação do governo: 47% avaliam positivamente o trabalho do presidente.
- Continuidade no cargo: 50% afirmam que Lula não deve continuar; 46,9% defendem que permaneça.
Como a alta rejeição a Lula é explicada?
A rejeição ao presidente Lula resulta de um conjunto de fatores acumulados ao longo de décadas de vida pública. Analistas citam desde a forte polarização ideológica até memórias de crises políticas e econômicas, somadas à atuação organizada da oposição em narrativas críticas nas redes e na mídia.
Esse cenário torna qualquer projeto de reeleição ou apoio a um sucessor mais desafiador, exigindo diálogo com eleitores fora da base fiel e entrega de resultados concretos. Entre os fatores mais mencionados para explicar a rejeição estão o longo histórico político, o ambiente econômico e a disputa permanente de narrativas no debate público.