A Anvisa determinou a retirada imediata do azeite extra virgem Ouro Negro e de diversos lotes do sal do Himalaia da marca Kinino das prateleiras. A medida visa proteger o consumidor de fraudes na origem dos produtos e falhas na composição nutricional obrigatória.
Por que a Anvisa proibiu a venda do azeite Ouro Negro?
A agência identificou graves inconsistências nos dados da importadora Intralogística, que está com o CNPJ suspenso pela Receita Federal. Além disso, o produto apresentava origem desconhecida, o que impede o rastreamento de sua qualidade e segurança alimentar.
Sem a garantia de procedência, torna-se impossível assegurar que o líquido envasado seja realmente azeite de oliva. O consumo de óleos fraudados pode trazer riscos silenciosos ao organismo devido à mistura com substâncias não autorizadas.
Por que o sal do Himalaia Kinino foi suspenso dos mercados?
Testes laboratoriais comprovaram que 13 lotes do sal do Himalaia não atingiam a quantidade mínima de iodo exigida pela legislação brasileira. A ausência desse micronutriente pode acarretar problemas sérios de saúde, como o bócio e deficiências no desenvolvimento cognitivo infantil.
A iodação do sal é uma política pública de saúde essencial para prevenir distúrbios causados pela carência da substância. Produtos que falham nesse quesito colocam em risco a nutrição básica da população, especialmente em regiões onde o acesso a fontes naturais é escasso.
Veja, a seguir, a relação dos lotes que tiveram a comercialização suspensa, todos com prazo de validade até março de 2027, conforme informações da Anvisa:
- MAR 257 1
- MAR 257 2
- MAR 257 3
- MAR 257 4
- MAR 257 5
- MAR 257 6
- MAR 257 7
- MAR 257 8
- MAR 257 9
- MAR 257 10
- MAR 257 11
- MAR 257 12
- MAR 257 13
Quais medidas a Anvisa toma ao encontrar irregularidades?
A atuação da vigilância vai muito além de proibir vendas, focando na análise de riscos contínua de itens já registrados e em circulação. Ao detectar qualquer irregularidade que ameace o bem-estar público, o órgão regulador adota protocolos imediatos para minimizar danos.
As ações buscam retirar o perigo de circulação rapidamente, impedindo que falhas na produção industrial atinjam um grande número de pessoas. Veja as principais providências adotadas pelos fiscais sanitários:
- Suspensão imediata da comercialização e distribuição dos lotes afetados no varejo.
- Apreensão física dos estoques irregulares em comércios de todo o território nacional.
- Emissão de alertas oficiais para interromper o consumo doméstico dos produtos perigosos.
O que significa o recolhimento voluntário de produtos?
A responsabilidade pela qualidade final é compartilhada, exigindo que fabricantes realizem o recall ao notarem falhas processuais. No caso do sal, a ação corretiva rápida demonstra compromisso com as normas técnicas e respeito à saúde dos clientes.
Essa colaboração entre empresas e o órgão fiscalizador é vital para manter um ambiente de consumo seguro. Quando a marca age proativamente, ela reforça sua responsabilidade social e evita sanções mais severas por negligência.
Como evitar comprar azeite falsificado ou sal impróprio?
Manter-se informado sobre as resoluções sanitárias é a melhor forma de blindar a alimentação da sua casa contra produtos fraudados ou nutricionalmente deficientes. Pequenos hábitos de verificação no momento da compra fazem toda a diferença na segurança alimentar.
- Verifique sempre a procedência e o rótulo dos azeites importados antes de colocar no carrinho.
- Desconfie de preços muito abaixo da média do mercado para produtos considerados premium.
- Acompanhe os portais de notícias para saber de novos lotes suspensos ou proibidos.
Conferir a despensa agora mesmo pode evitar o consumo desses itens impróprios e garantir a segurança da sua família hoje.